Billy, o “poodle” do casal quatrocentão de Petrópolis chamava a atenção na sala da TAP, pouco antes do vôo 185 decolar rumo a São Paulo.
Educadíssimo como os donos, o cão aguardava pacientemente o chamado da tripulação que o traria novamente de volta ao Brasil.
Era a oitava viagem de Billy a Portugal, país que conhece, literalmente, com faro e patas. A história verídica que se passou num mês gelado da Primavera lisboeta serve para ilustrar a atração que Portugal exerce nos brasileiros.
Billy não é o primeiro quatro patas a ter o privilégio de pisar na “terrinha”. Muitos anos atrás, o professor Costela, um dos papas em linguística da USP, levou seu cão Chiquinho, um vira-latas, para descobrir os tesouros da terra de Camões, Eça de Queiróz, Fernando Pessoa, Cabral, Vasco da Gama e tantos outros ilustres lusitanos.
Prova de que sós ou acompanhados de “amigos mais que leais”, todos os seres humanos se sentem muito bem em Portugal. Uma sensação parecida com a sentida quando retornamos à casa de nossos pais. De alegria com total proteção. Isso porque os portugueses recebem muito bem os turistas de todas as partes e em especial os brasileiros por conta dos laços de sangue. Tirando o sotaque que faz com que Belém vire “blem” e termos não tão conhecidos aqui, como “puto” que é sinônimo de menino e “passeio pedonal” (calçadão), tudo ali soa familiar.
Até mesmo em termos televisivos. Em Portugal assiste-se com um pequeno atraso às novelas globais “Da Cor do Pecado” e “Celebridade”, com direito a legendas anunciando o que a megera Laura fará nos próximos capítulos.