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Campanha lançada há 6 anos reduz internação, diz Ministério da Saúde

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Com a vacina, o risco de se contrair gripe cai em até 90%, segundo o Ministério da Saúde. Estimativas do órgão mostram que desde o início das campanhas de vacinação, há seis anos, houve uma redução de aproximadamente 51 mil internações decorrentes das complicações da gripe.

Os especialistas recomendam a vacina contra gripe principalmente para a idosos porque é a população mais vulnerável à doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, está constatado que a eficiência da vacina tem aumentado desde o início da campanha anual.

A vacina não tem contra-indicações, a não ser para pessoas com alergia comprovada à proteína do ovo, ao mercurocromo ou mertiolate. Apesar da divulgação de que não há contra-indicação, o infectologista Fernando Monti conta que a principal dúvida das pessoas ainda é sobre a possibilidade da vacina provocar gripe.

“Não há possibilidade disso ocorrer porque a vacina é feita com fragmentos do vírus. Ele não está vivo”, esclarece. Para Monti, surgem comentários de que a vacina causa gripe porque as pessoas tendem a classificar outras doenças como gripe. “Mal-estar e resfriado não são gripe. Então, alguém que toma a vacina e depois tem resfriado, não pode pôr a culpa na vacina”, diz.

A gripe é uma doença infecciosa causada pelo vírus influenza, que ataca o sistema respiratório. Por este motivo, a enfermidade é contagiosa e transmitida de uma pessoa infectada para outra saudável por tosse, espirro ou durante uma conversa. A gripe pode apresentar desde quadros leves e de curta duração até formas graves, que acometem em especial grupos de maior vulnerabilidade, como os idosos.

Os principais sintomas sentidos por pessoas atingidas por uma gripe são febre, coriza, dor de cabeça, garganta inflamada, tosse seca e mal-estar generalizado. Já os sintomas do resfriado são parecidos, no entanto mais fracos e de curta duração. Normalmente, o resfriado tem como sintomas coriza, dor de garganta e, eventualmente, febre. Não existe vacina para resfriado.

A vacina contra a gripe é produzida com base nas três cepas (subtipo de vírus) de maior circulação no Hemisfério Sul. Esta combinação torna a dose mais potente. Ela diminui em 90% dos casos o risco de contrair a doença. A dose leva duas semanas para surtir efeito. A vacina precisa ser tomada todos os anos.

Monti ressalta que apesar da imunização valer apenas para um vírus, ajuda muito na qualidade de vida dos idosos principalmente, que são os mais vulneráveis. “Numa pessoa mais idosa, a gripe pode ser a porta de entrada para uma doença bacteriana”, diz.

Há estudos em várias partes do mundo, ressalta Monti, que comprovam que a vacinação diminuiu a ocorrência de gripe e a mortalidade entre a população idosa.

Apesar da campanha, o aposentado Nélson Zamboni, 74 anos, não toma a vacina. Ele afirma que não costuma ter gripe e, por isso, não vê necessidade em receber a dose. “Passo o ano todo sem gripe, tenho apenas coriza. Penso que, se não tive até agora, vou tomar a vacina para quê?”, questiona.

Já a dona de casa Lúcia dos Santos, 68 anos, não deixa de tomar a vacina. “Antes dessa campanha, eu sempre ficava de cama por causa da gripe. Desde que passei a tomar a vacina, só pego resfriados. Então não deixo de tomar, ainda mais que é de graça”, diz.

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