Polícia

PM acha produtos furtados e droga

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Um rapaz carregando uma pedra de crack abordado pela Polícia Militar (PM) levou à apreensão de mais droga da mesma espécie, um revólver, cerca de R$ 1 mil em dinheiro, aparelhos eletroeletrônicos, ferramentas usadas em oficina e uma grande quantidade de gêneros alimentícios, suficientes para quase lotar um caminhão. A apreensão foi feita em um bar e uma casa do Jardim Carolina, ontem à tarde.

Os alimentos, que ainda estavam com etiquetas, foram reconhecidos pelos proprietários de uma padaria localizada no Núcleo Geisel que foi furtada recentemente e de um supermercado do mesmo bairro, que no sábado foi furtado e na segunda-feira, roubado. Duas pessoas foram presas em flagrante e uma terceira será indiciada por receptação.

O tenente Willian Carlos Padovini, comandante da Base Comunitária Sudeste da PM, conta que o usuário de droga revelou aos policiais que havia adquirido a pedra de crack que carregava em um bar da quadra 3 da rua Olavo Moura, no Jardim Carolina. Com autorização judicial para realizar busca, os policiais foram ao local ontem à tarde com apoio de cães farejadores do canil da PM.

Com Neusa de Oliveira, que estava no bar, os policiais apreenderam 23 pedras de crack e R$ 300,00 em dinheiro. Sob o balcão, acharam um revólver com numeração adulterada. “Nos fundos existem vários barracos, que nós também vistoriamos. Em um deles, onde mora um irmão do dono do bar, achamos uma grande quantidade de gêneros alimentícios, maços de cigarro e litros de uísque”, relata Padovini.

Ainda no barraco, foram encontrados aparelho de som, TV, microondas, lixadeiras e furadeiras, produtos suspeitos de serem objetos de furto ou roubo. Numa oficina, no mesmo local, os policiais acharam mais oito pedras de crack, pasta para crack, uma balança de precisão e mais dinheiro.

Todos os materiais e o casal foram encaminhados ao Plantão Policial. O delegado Elias Evangelista Bueno, de plantão ontem à noite, autuou Renato Batalha por porte ilegal de arma, com a agravante de que a numeração do revólver estava adulterada. O crime prevê pena de três a oito anos de prisão. Ele seria encaminhado à Cadeia de Avaí.

Já a mulher, com quem na delegacia os policiais acharam mais 25 pedras de crack, foi autuada por tráfico de drogas. Ela seria recolhida ao Presídio Feminino de Cabrália Paulista. A pena para o crime é de três a 15 anos de prisão.

O dono da casa onde foram encontradas as mercadorias, Alair Batalha da Silva, será indiciado por receptação. Parte dos produtos apreendidos já havia sido reconhecida por vítimas de furto e roubo. O restante ficará no 4.º Distrito Policial para outros possíveis reconhecimentos.

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