Bairros

'Migração não prejudica assistência'

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Na opinião da titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Rosa Maria Otuka Barbosa Pereira, a migração de pessoas de cidades vizinhas para Bauru não prejudica o trabalho de assistência às famílias carentes da cidade. “Eles não atrapalham e não são negativos para o município”, diz.

Ela explica que a Sebes trabalha com essas pessoas tentando inserí-las nos programas que o município tem a oferecer - são 30, incluindo os municipais e aqueles que contam com parcerias dos governos estadual e federal.

Através dos programas e das entidades às quais a prefeitura repassa recursos, são atendidas em Bauru aproximadamente 16 mil pessoas. “A migração não prejudica o trabalho da Sebes porque as pessoas vão sendo encaminhadas aos programas”, insiste Rosa.

De acordo com a secretária, são atendidas em Bauru quase a totalidade das famílas carentes. “Não tem ficado grande número de pessoas e famílias fora desse trabalho. Temos conseguido atender a maioria das famílias”, enfatiza.

Ela afirma que a secretaria busca constantemente ampliar a quantidade de programas e projetos e, conseqüentemente, a quantidade de pessoas atendidas através deles. Isso é feito muitas vezes com recursos estaduais e federais.

Rosa cita como exemplo a criação de mais dois Núcleos de Apoio Sócio-Familiar (NAF). Já existem dois funcionando na cidade, no Parque Jaraguá e no Ferradura Mirim. A expectativa é de que ainda este ano os outros dois sejam inaugurados. A localização das novas unidades está sendo estudada. “Será em um local estratégico para atender vários bairros”, adianta a secretária.

Avaliação

Na avaliação de Rosa, os moradores de cidades da região que mudam-se para Bauru vêm em busca de melhores condições de vida e de emprego. “Pela localização - Bauru fica num entroncamento -, pelo porte e pela quantidade de habitantes, as pessoas acreditam que aqui vão encontrar trabalho”, expõe.

Ela cita o número expressivo de moradores de favelas que vieram de Garça. “Para moradores de muitas cidades adjacentes, Bauru é vista como cidade grande. Garça, por exemplo, é bem menor”, exemplifica a titular da Sebes.

Ela menciona, ainda, que grande parte dos migrantes passa por Bauru e muda-se para uma terceira cidade ao não encontrar condições tão favoráveis como as imaginadas.

“Eles vêm buscando emprego e acreditam que a cidade grande pode absorvê-los. Nem todos conseguem realmente se enquadrar. Eles não conseguem se colocar dentro do mercado de trabalho e mudam-se para outras cidades”, avalia Rosa.

Quanto à migração interna, entre bairros, a titular da pasta afirma que isso deve-se à piora das condições de vida das pessoas. É o caso de cidadãos que tornam-se desempregados.

“São fatos que desestruturam a família, como uma doença grave. Acaba sendo a única solução para essas pessoas”, justifica.

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