Um rapaz de 21 anos morreu quando tentava cruzar a pista da rodovia Marechal Rondon (SP 300) próximo à avenida Rodrigues Alves, anteontem à noite. De acordo com informações da Polícia Militar (PM) Rodoviária, neste ano Paulino Gonçalves da Cunha é a quarta vítima fatal de atropelamentos nas vias que passam por Bauru.
O acidente ocorreu por volta de 18h40, no quilômetro 342 da rodovia. Cunha tentava cruzar a pista quando foi atingido por um automóvel Gol, com placas DHZ 8620. O veículo era dirigido por Paulo Henrique Costa, 37 anos, e transitava no sentido Agudos-Avaí.
Com o choque, Cunha foi lançado a cerca de oito metros e ficou gravemente ferido. A vítima chegou a ser socorrida pela unidade de resgate do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu antes de chegar ao Pronto-Socorro Central. Segundo a Polícia Rodoviária, motoristas que passavam pelo local, momentos após o acidente, acabaram provocando um engavetamento ao reduzirem a velocidade. Não houve grandes danos ou feridos.
Desde o início do ano, quatro pessoas perderam a vida ao tentar atravessar as rodovias que passam pelo município. Além de Cunha, foram mais dois atropelamentos na Rondon e outro na rodovia Bauru-Marília (SP 294). No ano passado, a Polícia Rodoviária atendeu oito ocorrências da mesma natureza: quatro na Rondon, três na Bauru-Marília e uma na rodovia Bauru-Iacanga (SP 321). Todas as vítimas tentavam atravessar as pistas quando foram colhidos por um automóvel.
O capitão Augusto Cação, comandante da 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária, alerta que os pedestres e ciclistas devem sempre utilizar passarelas ou passagens para atravessar as rodovias. “Também não é aconselhável transitar pelas vias nem pelo acostamento. As bicicletas praticamente não têm iluminação e um automóvel pode sair para o acostamento e não perceber a presença de um ciclista”, aponta.
Segundo Cação, as estatísticas de vítimas fatais em acidentes indicam que 20% são ciclistas ou pedestres, mesmo que eles tenham participação de apenas 2% na totalidade dos acidentes. “A velocidade na rodovia também é diferente do perímetro urbano, então as pessoas que vão atravessar a pista acham que é possível cruzar a frente de um veículo, mas não percebem que sua velocidade é muito maior. A percepção fica alterada e isto também é uma das causas dos acidentes”, observa.
Nas proximidades do local do acidente, a única maneira segura dos pedestres ou ciclistas cruzarem a rodovia seria utilizando os viadutos das avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves, além da passarela da USC.
No início de março, o JC divulgou que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) possui quatro pedidos de instalação de passarelas de pedestres nas rodovias que cortam Bauru. Elas seriam implantadas nos acessos aos bairros Colina Verde, Jardim Nicéia, Vila São Paulo e Jardim Panorama, mas não há prazo determinado para sua construção.
Atualmente, existem duas plataformas de travessia sobre a rodovia Marechal Rondon, nos acessos ao núcleo Edson Gasparini e à Universidade do Sagrado Coração (USC). Há ainda outras três, na rodovia Bauru-Jaú (no Distrito Industrial 2), na Bauru-Iacanga (na Vila São Paulo) e na ligação entre a Bauru-Jaú e a avenida Rodrigues Alves.