A cada cidade em que o Circo Mundo Mágico de Beto Carrero chega, Delci de Souza Cloches procura escolas próximas ao local de instalação da equipe para que as 27 crianças não fiquem um só dia sem freqüentar as aulas. “Já fazemos contato anteriormente, quando sabemos qual é a próxima cidade para onde vamos. Assim que a gente chega na cidade e se instala no terreno, eu já vou levar os documentos das crianças para as escolas”, diz.
Delci se vale da lei federal 301, de 13 de julho de 1948, que afirma que os filhos de artistas e funcionários circenses têm direito a vagas na escola mais próximas ao local onde o picadeiro está instalado. “A maioria das diretoras aceita e até conhece a lei. Quando temos problemas, eu procuro a Secretaria de Educação ou a Diretoria de Ensino, explico nossa situação e resolvemos tudo”, indica.
Orgulhosa, ela comenta que suas três filhas mais velhas estudaram até a 8ª série do ensino fundamental enquanto viajavam com o circo. “Hoje, uma é advogada, uma é professora e a outra se formou neste ano em agronomia. Uma professora de Jaú estava aconselhando meu filho a não morar no circo, mas ele nasceu aqui e vai ficar com a gente até quando puder”, declara Delci.