Trata-se de um grande evento que reúne as melhores editoras, os maiores distribuidores e as maiores livrarias do País em um único pavilhão. Ao entrar na feira, de pronto, o visitante recebe um mapa do local onde logo descobre como estão distribuídas as coisas. Todas as ruas são sinalizadas por letras e números. Por isso não é de se estranhar alguém dizendo que precisa ir na rua Q com a avenida 3. Painéis grandes no alto norteiam a exposição. Não há como se perder lá dentro.
Para as crianças, na certa, o dia parecerá muito curto. A quantidade de atividades infantis proporcionadas é muito grande e é praticamente impossível participar de todas. Vão desde de mini-apresentações como a dos palhaços Atchin e Espirro, até promoções em estandes como o da Ediouro que dão brindes para as crianças que resolverem as cruzadinhas que ficam em uma lousa.
Não bastando isso, é imensa a oferta de títulos infantis (estima-se que sejam 5 mil títulos novos). Comum também é encontrar os autores dos livros para o público mirim passeando pela feira. Não se assuste se esbarrar com Pedro Bandeira, Ana Maria Machado, Ziraldo ou até mesmo Mauricio de Sousa.
Mas as atrações não ficam só voltadas para os baixinhos. É bem expressiva a quantidade de editoras religiosas que estão nesta edição da Bienal além de uma, também grande, quantidade de editoras universitárias, inclusive a Edusc, daqui de Bauru. A editora da USP e a editora da Unesp, estão unidas em um aglomerado da Imprensa Oficial do Estado. Juntas elas formam, com mais outros estandes de muitas faculdades do País, um espaço bem grande no centro do pavilhão da feira.
Não vá à feira achando que vai rever o dinheiro que gastou para ir até lá com a economia das promoções de livro que irá encontrar. Os preços são praticamente todos iguais. Inclusive nos estandes na própria editora do seu livro preferido. Por exemplo: o livro do “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, que está R$ 36,50 na livraria Códice (que está na feira), tem o mesmo preço no estande da Rocco, que é editora do livro.
Esta situação só muda se o livro estiver na promoção do “livro do dia” da feira. Uma determinação do evento para os expositores é de que pelo menos 10 livros por dia estejam com uma promoção de 20% do preço de capa. Aí vale a pena. É isso também que faz o visitante percorra toda a feira. E funciona!
Se seu interesse for única e exclusivamente preço, compensa mais comprar pela Internet. Um exemplo: o livro “Budapeste”, de Chico Buarque, que está R$ 32,50 no estande da Editora Companhia das Letras, está por R$19,90 no site Submarino.
Agora, nada substitui a oportunidade de estar caminhando pela Bienal e esbarrar com Ernesto Rodrigues, que está lançando na feira seu livro “Ayrton, o Herói Revelado”, ou com Pasquale Cipro Neto, Ignácio de Loyola, Mário Prata, enfim. É aí que está a magia de um evento como esse. A chance de encontrar o autor de obras que podem ter tido muita importância na sua vida e perguntar-lhes coisas que você ficou com vontade enquanto estava lendo aquele trecho onde, involuntariamente, mandou um: como será que ele teve essa idéia?
Mas pode ter certeza de que a recíproca é verdadeira quanto a importância desse tipo de encontro. É o que afirma Marcelo Duarte, escritor e dono da editora dos livros “Guia dos Curiosos”. “A feira dá essa oportunidade, de estar perto do público e aí ouvir comentários sobre o trabalho, sobre o que está achando. Essa é a melhor parte de um evento como esse”, diz. Não bastando isso, na feira também desfilam muitas personalidades. Este ano até o presidente Lula esteve por lá.