Tribuna do Leitor

Maria Rita


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Respeito é bom, mas não foi o que se viu para receber Maria Rita, revelação da MPB, sem falar da sua nobre linhagem musical. O show marcado para 20h30 começou depois das 21h30, sem nenhum aviso. Aliás, se o show começasse pontualmente muita gente teria ficado do lado de fora. Enquanto isso, o que se viu diante do palco foi um desfile de carregadores de gelo, bandejas de tira-gosto, garçons apressados com suas bandejas tentando acessar corredores que mal davam para entrar e sentar, o que os obrigou a tirar cadeiras numeradas do lugar causando um rebu para quem chegou atrasado, isso quando suas cadeiras não se encontravam invadidas, típica Lei de Gérson. Se fosse cobrado um preço único mais acessível, afinal o lugar não comportava tal segregação, os ingressos teriam esgotado mais cedo, numa forma mais democrática. Mas o que mais irritou numa noite que tinha tudo para ser um grande show e foi, porque Maria Rita, sua banda e produção profissionalíssimos são superiores a toda essa demonstração de provincianismo, foram os fumantes muito mal-educados (pleonasmo) e gente querendo aparecer com seus celulares em pleno show, com suas falsas Louis Vuitton. Sem falar nos convidados dos patrocinadores que do seu camarote estavam “pra lá de Bagdá”, mais interessados em falar alto, beber, comer, fumar, do que ouvir boa música. Apesar dos salgados R$ 60,00 pagos injustamente por um falso convite VIP, Maria Rita deu conta do recado: simpática, extrovertida, barrigona à vista, com toda sua originalidade, espontaneidade e talento, me fez pensar que ali no palco, com seus trejeitos, voz e irreverência, estava Elis Regina grávida de Maria Rita. Filha de Pimenta, Pimenta é. Quem não viu perdeu!

Nei Ferreira Lima - RG 17.158.114-3

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