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Gasto e atraso geram problemas e ações judiciais

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Desde que foi interditada, em janeiro do ano passado, a ponte Ayrton Senna se transformou em fonte inesgotável de problemas administrativos e judiciais.

Uma ação popular de autoria do vereador Toninho Garmes (PSDB) pede o ressarcimento dos prejuízos causados pela interdição e cita como réus a administração municipal, a construtora Toffer Engenharia, o prefeito Nilson Costa (PTB), o engenheiro responsável pelo projeto, Osnei Torquato Ferreira, o ex-secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte, os ex-secretários municipais de Obras, Edmilson Queiróz Dias e Antônio Carlos Duarte, e a Albiero Projetos e Construções Ltda., que participou da elaboração do projeto. As partes contestam a ação.

Além disso, a prefeitura também pede, na Justiça, que a Toffer Engenharia faça o ressarcimento do valor gasto pelo município para recuperar a ponte. A alegação é que a empresa não respeitou integralmente o projeto, encomendado pela Secretaria de Obras, em 1995, ao engenheiro Murillo Villaça Maringoni, morto há alguns anos.

A Toffer se defende dizendo que deixou claro, desde o início, que o projeto não era o mais adequado para o local. O laudo do perito Denilson Douglas Bernardo, nomeado pela Justiça para vistoriar a obra, apontou que os blocos de fundação foram subdimensionados, o que resultou numa deficiência de armadura.

Além das pendências judiciais, a restauração da passagem sobre o rio Bauru também provocou uma crise administrativa na Secretaria de Obras.

No final do ano passado, o então titular da pasta, Antônio Carlos Duarte, deixou o cargo depois que o prefeito Nilson Costa cancelou o aditivo de contrato com a Sondosolo Engenharia, responsável pela reforma. O custo do serviço, calculado em cerca de R$ 127 mil, seria reajustado para R$ 220 mil, já que a empresa alegava ter encontrado uma rocha no subsolo durante a perfuração. O prefeito decidiu continuar o trabalho com equipes da própria secretaria.

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