Bairros

Aspectos negativos devem ser vencidos

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

As dificuldades de trabalhar em família muitas vezes são superadas facilmente a ponto das pessoas que trabalham em dessa forma citarem apenas os aspectos positivos da experiência.

É o caso de Margarete Rose Baer Oliveira, moradora do Parque Vista Alegre. Há cerca de dois anos ela divide a experiência de trabalhar com o filho, Ulysses Gilberto de Oliveira, na confecção de peças de tricô.

O trabalho é feito em casa. Margarete confecciona roupas e dá aulas da técnica. O filho faz a manutenção das máquinas domésticas e também põe em prática os ensinamentos que aprendeu com sua mãe sobre as máquinas, fazendo blusas, entre outras coisas.

Margarete ressalta que esse não é o único trabalho do filho e, portanto, ele não está presente em seu ateliê durante todo o dia. Talvez por isso os conflitos tenham menor intensidade. “Aspecto negativo? Não vejo. É gostoso trabalhar com o filho. Quando eu preciso, ele está dentro de casa. E vice-versa”, argumenta.

Margarete explica que prefere ter o filho ao lado a contratar uma pessoa desconhecida para ajudá-la. “Para ter funcionários, o trabalho teria de funcionar de outra forma. Tenho medo de que não venda em determinado mês e eu tenha gasto com empregados. Com meu filho, quando tem pouco trabalho, nós dois ganhamos pouco. Uma ajudante teria um salário fixo”, diz.

Lourival Peres tem opinião semelhante. Ele e mais seis membros da família gerenciam um mercado e uma loja de materiais de construção na Vila Dutra. Ele conta que a sociedade existe desde 1988 e nunca houve brigas sérias nos negócios.

“É só ter união. Às vezes, saem algumas discussões, mas é muito difícil. Trabalhar em família é melhor do que trabalhar com pessoas desconhecidas. É confiança, segurança de estar entre família e não ter pessoas estranhas lidando principalmente com a parte financeira”, justifica.

O irmão, Lauri Peres, explica que a família procura dividir todo o trabalho para reduzir despesas com funcionários. Ele também destaca que não há aspecto negativo. “A única coisa é que a gente trabalha de 12 a 13 horas por dia”, diz.

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