Na opinião do secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Domingos Malandrino, a criação de empresas familiares em Bauru é uma boa alternativa para o desemprego.
“O fenômeno do emprego de carteira assinada está cada vez mais escasso e difícil. A grande tendência do mundo atual é o emprego em empresa familiar, das mais variadas formas”, observa.
O secretário calcula que é grande o número de empresas familiares na cidade. A Associação Comercial e Industrial de Bauru tem registro de 3.700 empresas comerciais no município. Entretanto, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) tem 10.440 ligações de água comerciais ou de serviço.
Malandrino acredita que grande parte dessa diferença seja de negócios familiares não registrados formalmente. “Em decorrência da dificuldade de ter uma empresa aberta, pela carga tributária, muitas pessoas se encolhem e trabalham no fundo do quintal”, avalia.
Ele salienta que a informalidade representa apenas parte das empresas familiares. Muitas são registradas. “Ninguém é informal porque quer. A empresa familiar, muitas vezes, está na informalidade em decorrência da carga tributária e da falta de articulação para contratar pessoas.”, justifica o secretário.
Para Malandrino, a tendência é o aumento desse tipo de negócio, ainda que seja na informalidade. “Se não houver uma reforma tributária e trabalhista, vai continuar aumentando a informalidade. É evasão de receita. O município não se beneficia com isso e as pessoas ficam sem previdência”, expõe.
As empresas familiares que conseguem se registrar já estão numa etapa mais avançada, segundo o secretário. “Acho que a grande maioria começa de modo informal”, diz.
Ele destaca que a alternativa é positiva. “Para mim, cada empresa familiar significa potencialmente uma empresa de micro e pequeno porte num futuro próximo”, avalia.