Política

Obras retoma ponte do Mary Dota

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) anunciou ontem que a Secretaria Municipal de Obras retoma amanhã a recuperação da ponte Ayrton Senna, responsável pela ligação da região do núcleo habitacional Mary Dota com o Distrito Industrial. Cauteloso, Nilson preferiu não determinar prazo para o término dos serviços. Ele explicou que a finalização das obras depende do fornecimento dos materiais que serão aplicados na recuperação da ponte.

“Na verdade, as obras não sofreram solução de continuidade. O que houve foi um retardamento de entrega de produtos e equipamentos de perfuração por parte do fornecedor. Foi um pequeno hiato na entrega desses produtos”, justifica.

A ponte foi inaugurada em setembro de 2000, às vésperas da eleição municipal, da qual Nilson Costa saiu vencedor das urnas. Em janeiro de 2003, portanto há 15 meses, a obra foi interditada após o aparecimento de rachaduras nos pilares. De lá para cá, a administração municipal não consegue desatar o nó para recuperar a ponte.

Logo após a interdição, prefeitura e construtora da obra iniciaram um jogo de empurra, cada um tentando responsabilizar o outro pelos defeitos que apareceram. A Câmara Municipal chegou a realizar uma audiência pública na tentativa de encontrar uma solução para o problema.

Canteiro

O diretor do Setor de Obras da Secretaria, engenheiro Marco Antônio Messi, informou ontem que a partir de amanhã a prefeitura começa a reinstalar o canteiro de serviços na ponte Ayrton Senna.

Segundo ele, inicialmente seis trabalhadores vão prestar serviços de religação de energia elétrica e limpeza do local. No decorrer da semana, serão iniciadas as perfurações dos pilares.

“Nós recebemos hoje (ontem) parte das brocas (equipamento de perfuração) que foram adquiridas. Das 46 que foram compradas, recebemos nove. Com isso, será possível retomar o trabalho”, explica Messi.

Anteontem, o prefeito Nilson Costa precisou interferir junto à empresa fornecedora do equipamento para agilizar a entrega do restante do material adquirido. “Eles nos prometeram que no prazo máximo de 12 vão entregar o restante das brocas”, garante o diretor de Obras.

Ele explica que as obras de recuperação da ponte vão ser cumpridas em 16 etapas. “São quatro pilares em cada lado do rio Bauru. Em cada pilar temos um outro ao lado do aterro das cabeceiras. Vamos furar de um lado, reconstruir e depois vamos para o outro lado da ponte. E assim vamos de pilar em pilar”, conta.

Cumprida essa fase, o projeto de recuperação da ponte vai se voltar para os aterros das cabeceiras. “Vamos reforçar os tirantes e as cabeceiras serão reaterradas. Depois, será feita a nova pavimentação.”

A exemplo do prefeito Nilson Costa, Messi disse que é difícil estipular prazo para o término da recuperação da ponte. “São oito pilares, quatro de cada lado. Eles vão receber de oito a dez furos cada um. São furos praticamente de um metro de comprimento. O projeto mostra uma situação, mas pode ser que quem executou não tenha feito como está no papel. Na hora de perfurar os pilares, podemos encontrar aço no caminho. E isso significa mudança no furo.”

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