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Carência de material provoca queixas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

As dificuldades provocadas pela suspensão da distribuição de fraldas, sondas e coletores por parte da Direção Regional de Saúde (Dir-10) não são restritas à família de Leandro Aparecido de Paula. Pelo menos outros 80 deficientes enfrentam o mesmo problema, informa a Associação de Pais Amigos dos Excepcionais (Apae).

“Pela experiência pessoal adquirida aqui dá para dizer que os usuários não estão recebendo sonda há muito tempo, nem aqueles que usam (sonda) direto no estômago. Fraldas, há mais de um ano não recebem nem o básico. De um ano para cá foi piorando gradativamente (o atendimento)”, relata a coordenadora do Centro de Reabilitação da Apae, Luciana Marçal da Silva.

Por essa razão, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência de Bauru (Comude) encaminhou um ofício à DIR-10 questionando a situação.

“Acho que está faltando rapidez para resolver os problemas. Se as sondas não forem substituídas (no período correto) podem até provocar infecção, o que fica mais dispendioso e custoso para o sistema de saúde”, comenta o coordenador-geral do Comude, Francisco Takao Tajino.

De acordo com ele, até o fornecimento de medicamento está difícil para todos. Por essa razão, alguns pacientes estão entrando com mandado de segurança. Confirma a informação a juíza substituta Carina Lucheta Carrara, que deferiu o pedido feito por Leandro.

“A incidência (de ações desta natureza) está um pouco mais freqüente. Recentemente já apreciei casos na região”, informa.

Talvez as ações não sejam mais recorrentes porque muitas famílias desconhecem seus direitos, diz Silvana Aparecida Paiva, mãe de Eduardo Evangelista. O garoto, de 6 anos, não anda nem fala porque faltou oxigenação cerebral no momento do parto. Ela também deixou de receber fraldas e está insatisfeita com a situação.

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