Política

Para Agostinho, governo era para ser 'relojinho suíço'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

“A administração do prefeito Nilson Costa completa seis anos. Era para funcionar como um relojinho suíço. Mas parece que tudo é feito para dar errado.” A afirmação é do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), que ontem usou a tribuna para criticar e apontar as principais falhas do governo municipal.

Ele aponta que há dois pontos centrais no acordo assinado entre a CPFL e a prefeitura. “Com relação à medição, a CEI terá que apurar com cuidado. Vai ter que ver se a metodologia aplicada é a da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse é ponto estratégico nessa discussão”, analisa.

O segundo ponto que deverá ser discutido, na opinião do peemedebista, é a questão contábil. “Os juros cobrados pela CPFL são extorsivos, abusivos, inconstitucionais. Nós temos uma longa jurisprudência no que diz respeito a cobrança de juros, que simplesmente mais do que triplicaram essa dívida da prefeitura”, observa.

Para o parlamentar, a prefeitura não poderiavter assinado a confissão da dívida. “Era preciso ter feito uma discussão judicial dos juros antes do acordo. Esse é um ponto importantíssimo nessa discussão. A administração tinha que ter aberto o assunto ao debate com a comunidade”, enfatiza.

Durante seu discurso, Agostinho apontou uma lista com dez falhas da administração municipal. “Há uma total falta de diálogo. Falta coragem. Por diversas vezes a prefeitura não teve coragem de tomar decisões que precisava tomar”, aponta.

Ele também entende que falta à prefeitura buscar caminhos alternativos para solucionar os problemas da cidade. “Não há criatividade, transparência. Falta respeito a legalidade. As leis precisam ser cumpridas. Se não, estou no papel de fantoche”, critica.

Para Agostinho, também falta vontade política na administração. “À exceção de quando vira um escândalo, quando a imprensa vai atrás, a TV mostra, a rádio denuncia, o jornal publica, aí a coisa anda. Olha a ponte Ayrton Senna. Com ou sem funcionário público, já era para estar pronta a reforma.”

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