Política

CP tumultua sessão e vira caso de polícia

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A rejeição do pedido de Comissão Processante (CP) para julgamento do mandato do vereador Pastor Luiz (PTB) gerou tumulto durante a sessão legislativa de ontem da Câmara Municipal de Bauru. O caso foi parar na Delegacia Seccional de Polícia.

Protocolado pelo Fórum de Discussões de Bauru, o pedido de Processante foi considerado ilegal pela Comissão de Justiça, Legislação e Redação, após parecer do relator, vareador Toninho Garmes (PSDB).

Na documentação constava nomes de dois parlamentares. Na página inicial, o pedido citava o vereador Leandro dos Santos Martins (PP). Na folha final, o pedido indicava o nome do Pastor Luiz. O autor do pedido CP chegou a protocolar documento que corrigiu a falha.

Mas para evitar nulidade futura do processo, Garmes achou por bem dar parecer pela ilegalidade do pedido. Aprovado por unanimidade do plenário, a decisão irritou um dos integrantes do Fórum de Discussões, Pedro Valentim.

Ele ficou mais irritado ainda quando o vereador Milton Dota Jr. (PTB) - mesmo partido do pastor - qualificou os membros da ONG como “três patetas” e “cavaleiros do apocalipse”.

A citação foi suficiente para revoltar Valentim, que cobrou providências por parte do presidente da Câmara, Renato Purini (PMDB), que garantiu o direito do petebista se expressar. Ele passou, então, a acusar verbalmente Pastor Luiz de ter praticado crime de peculato.

Purini pediu que seguranças do Poder Legislativo retirassem Valentim da galeria. Pastor Luiz procurou a Delegacia Seccional de Polícia para registrar Boletim de Ocorrência (BO) por crime contra a honra.

Ao retornar à Câmara, usou a tribuna livre. Foi a sua vez de qualificar os membros do fórum de “vagabundos e baderneiros”. O presidente da ONG, César Ferreira, se ofendeu e também procurou a polícia para registrar BO contra o parlamentar petebista.

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