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'Saúde do Trabalhador' precisa de melhor estrutura

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Com carências estruturais e deficiência de recursos, o Ambulatório Municipal de Saúde do Trabalhador comemorou ontem seus 15 anos de funcionamento em Bauru. O evento, chamado “Ação e Saúde do Trabalhador”, contou com palestras, atendimentos de saúde e jurídico.

O evento não teve como objetivo apenas a comemoração, mas também a divulgação dos serviços da unidade. A procura por eles não é tão grande como deveria ser, de acordo com a coordenadora do órgão, Márcia Araújo dos Reis Oliveira. Ela não informou ao JC a média de atendimentos na unidade.

“A gente sabe que existe uma demanda que não chega até nós e acreditamos que ela seja grande. Muitas doenças relacionadas ao trabalho são tratadas em unidades básicas ou consultórios particulares como uma doença qualquer. Às vezes por não conhecer ou lugar ou por não conhecer as patologias relacionadas ao trabalho”, avalia.

O Ambulatório de Saúde do Trabalhador é uma unidade de saúde que presta prevenção e assistência a doenças relacionadas ao trabalho. É o caso de Lesão por Esforços Repetitivos (LER/DORT), intoxicação por metais pesados, entre outras. “É uma referência porque oferecemos um trabalho voltado especificamente para doenças relacionadas ao trabalho”, enfatiza Márcia.

Em 15 anos de trabalho, a deficiência de recursos marcou a atuação do Ambulatório Municipal de Saúde do Trabalhador. “A gente tem uma equipe que tem capacitação e o que sempre faltou foram recursos para investir, divulgar, ampliar, reformar”, revela a coordenadora do órgão.

Na prática, falta, por exemplo, uma clínica de fisioterapia para reabilitação dos pacientes, além de equipamentos adequados. “Dá para atender. Mas, quando é fisioterapia, a gente tem que encaminhar para universidades. Tem uma demora muito grande”, expõe.

Não há no município uma verba específica para a Saúde do Trabalhador. “Trabalhamos com a verba da Saúde. Trabalhamos como uma unidade básica de saúde. Recebemos material, profissionais. Estamos dentro do orçamento da Secretaria Municipal de Saúde”, explica Márcia.

Ela destaca que parte dessas carências devem ser supridas em breve já que o ambulatório será elevado a Centro de Referência de Saúde do Trabalhador e, sendo assim, receberá verba do Ministério da Saúde. Serão R$ 14 mil mensais que já começaram a ser repassados ao órgão.

“Vai ajudar bastante. Estamos passando por um processo de mudanças no serviço. Vamos investir em prevenção e assistência e o objetivo é que o ambulatório torne-se um pólo de conhecimento sobre o assunto em Bauru e região”, salienta.

De acordo com Márcia, oficialmente o ambulatório já passou a Centro de Saúde do Trabalhador, desde outubro de 2003. Entretanto, na prática, as mudanças ainda estão sendo implementadas. A unidade receberá pacientes de Bauru e mais 38 municípios da área de abrangência da Diretoria Regional de Saúde (DIR-10).

“Tem um cronograma e a questão de estruturação. Vai mudar a capacitação e algumas normas de atendimento. Isso está começando”, frisa.

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