Entrelinhas

Entrelinha


| Tempo de leitura: 2 min

Repercussões 1

A sessão da Câmara Municipal de Bauru hoje, a partir das 14h, será um bom termômetro para medir, no plano político, as repercussões do anúncio feito na última sexta-feira pelo prefeito Nilson Costa (PTB) de suspensão do pagamento da dívida “confessada” com a CPFL, que envolve a soma de R$ 14,7 milhões.

Repercussões 2

No dia seguinte à informação dada pelo prefeito, alguns vereadores se manifestaram, num misto de desconfiança e de vislumbre de uma jogada de Nilson para remeter ao Ministério Público (MP) o ônus da explicação para tal acordo, repudiado por toda a cidade. Hoje, outros deverão se pronunciar, certamente.

Pauta enxuta

A pauta do dia, curtíssima, por sinal, tem um projeto de lei do Poder Executivo que institui a Orquestra Sinfônica de Bauru. No mais, aplausos e projetos de lei sem grande impacto, mas importantes para os setores envolvidos. Esse rol de assuntos mornos faz prever que os debates vão ficar mesmo para os assuntos postos a público pelos oradores.

Aguardando papéis

A CEI da CPFL ainda aguarda o envio de documentos por parte da prefeitura que, com toda certeza, vai retardar o envio o quando puder. O presidente, Paulo Madureira (PP), e o relator, Toninho Garmes (PSDB), só vão dar a arrancada inicial a partir do recebimento das minutas e papéis relativos ao consumo de energia da cidade.

Caso na Justiça

Vale lembrar que há duas ações tramitando na Justiça pedindo o fim do acordo entre a prefeitua e a CPFL - uma do comerciante Arnaldo Fernandes e outra do autônomo Pedro Valentim. É bom lembrar também que o prefeito Nilson Costa apenas suspendeu o pagamento da dívida, ou seja, o acerto que ele fez com a companhia continua correndo, embora sem o recolhimento da parcela mensal de R$ 400 e tantos mil.

Sob pressão

E depois de tanta pressão popular, o prefeito aproveitou o feriado de sábado para medir sua pressão corpórea, no Ambulatório de Saúde do Trabalhador, na avenida Nações Unidas. Talvez um pouco mais aliviado por ter tomado alguma atitude em relação ao caso CPFL, ainda que parcial, a pressão se revelou normal: 13/8. Quem mediu foi a estagiária do curso de enfermagem da USC, Patrícia Lantman.

Comentários

Comentários