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Com as novas tarifas, previsão de déficit é de R$ 154 mil por mês

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho dos Usuários informa que sugeriu o passe-integração a R$ 1,90 e o passe comum a R$ 1,50 porque era a proposta, entre as duas discutidas, que causava menor impacto sobre a Câmara de Compensação Tarifária (CCT). Com os valores que entrarão em vigor, a previsão ainda é de déficit mensal de R$ 154 mil.

Rubens de Souza, presidente do conselho, afirma que sabe que o reajuste de R$ 0,05 sobre o passe comum vai pesar no bolso do usuário. Mas ele frisa que não havia outra alternativa para que o impacto da CCT não seja maior e ressalta que é preciso encontrar uma forma para não haver déficit no sistema.

“Se de um lado o passe comum vai ficar R$ 0,05 mais caro, pessoas que hoje não usam o transporte coletivo por causa do valor, com o passe-integração terão condições de serem atendidas”, diz. Mas o mais importante, afirma, é extinguir o sistema de compensação.

Já está marcada uma reunião, para a próxima segunda-feira, para discutir o fim da CCT, diz Souza. “Uma subcomissão da Comissão Interpartidária da Câmara convidou o presidente da Transurb (associação das empresas que operam no transporte coletivo de Bauru) para discutir o fim da CCT. A nossa sugestão é trocar a dívida acumulada por tempo de exploração do serviço”, conta.

Além disso, sugere que o poder público procure alternativas para reduzir o déficit. “O poder público pode requisitar recursos do Fundef (Fundo da Educação Fundamental) para a gratuidade de transporte a estudantes. Pode requisitar a redução de impostos. Mas isso precisa ser um movimento amplo”, afirma.

O déficit acumulado, de acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), é de R$ 6 milhões. Esse valor refere-se à diferença entre os custos do sistema e o valor arrecadado com a venda de passagens.

A redução do déficit com o transporte coletivo é pertinente e precisa mesmo ser rediscutida, na opinião do economista Fernando José Martha de Pinho. Ele ressalta que vários países enfrentam dificuldade para subsidiar o serviço, mas que o poder público precisa saber qual índice tem condições de suportar. Ele ressalta que o sistema precisa procurar a auto-sustentação.

A outra opção de tarifa avaliada pelo conselho era a manutenção do passe comum em R$ 1,45 e a cobrança de R$ 2,00 pela tarifa-integração e previa déficit mensal de R$ 205 mil.

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