Bairros

Medicamentos serão liberados até sexta-feira, diz Secretaria de Saúde

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Até o final desta semana, a Secretaria Municipal de Saúde deve fornecer os medicamentos reivindicados por Luzia Aparecida Francisca. De acordo com o responsável pela pasta, Hanna Saab, a compra só não foi realizada ainda porque os remédios solicitados não são vendidos em Bauru.

A iniciativa da administração pública municipal acata determinação da Justiça que, no início de abril, estabeleceu à prefeitura o fornecimento de fraldas, gases, medicamentos, sonda e coletores para a Leandro Aparecido de Paulo, filho de Luzia Aparecida Francisca. Caso as exigências médicas não sejam atendidas, a administração municipal corre o risco de arcar com multa diária de R$ 5 mil.

“Estamos comprando, mas isso (o fornecimento dos itens requeridos) é atribuição da Direção Regional de Saúde (DIR-10). Estamos recorrendo da ação”, informa. A assessoria de imprensa da Secretaria do Estado da Saúde informou no início de abril que também não dispõe dos remédios solicitados.

Acrescentou que a distribuição de fraldas foi suspensa há um ano e que agora é atribuição da prefeitura. Na época, admitiu dificuldade no abastecimento de sondas e coletores em função da demanda, situação que deve estar normalizada até o final desta semana.

A regularização da distribuição amenizará o sofrimento de cerca de 80 deficientes atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Sem alternativas, alguns deles também estão recorrendo à Justiça para conseguir atendimento. Eles temem ter o quadro de saúde ainda mais debilitado, como acontece com Leandro.

Vítima da violência urbana, ele foi atingido por disparos. Uma bala o atingiu na medula. A ocorrência foi registrada em março de 2000, quando aos 18 anos o rapaz decidiu se declarar a uma jovem. Ele a esperou na saída da escola, mas a moça havia faltado à aula. Leandro foi até a casa dela, mas ela não estava.

Como conhecia o vizinho dela, decidiu aguardá-la enquanto “batia papo”. Foi então que três homens chegaram e uma discussão foi iniciada. Dois deles atiraram contra o amigo de Leandro, que foi alvejado em três locais. Uma das balas o feriu num rim e outra, no olho esquerdo.

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