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Para médico do trabalho, o teste é desnecessário

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Na opinião do médico do trabalho Sérgio Branco, ex-subdelegado do Ministério do Trabalho em Bauru, o teste físico para o desempenho de funções que não exigem esforço físico é desnecessário. “A prova de aptidão física é justa quando é feita para cargos que exigem esforço, como catador de lixo, que a pessoa precisa trabalhar correndo”, diz.

Segundo Branco, há outras maneiras de avaliar se o candidato a um cargo público está apto à função à qual concorre. “O objetivo desses exames não é selecionar astronautas, mas pessoas cujo ofício que vão desempenhar não vai ocasinar danos a ele ou a terceiros”, declara.

Uma dessas maneiras é a avaliação através de um teste ergométrico, sob a supervisão de um cardiologista. No caso de funções que exijam subir em postes ou trabalhar em locais altos, um eletroencefalograma poderia detectar propensão a crises epilépticas ou convulsivas. “Existem recursos na medicina que podem e devem ser usados”, afirma Branco.

No caso específico da balconista Patrícia Diegoli, 19 anos, que está há mais de dois meses inconsciente após sofrer um parada cardíaca durante um teste de aptidão física em Lençóis Paulista, o médico do trabalho avalia que foi uma fatalidade causada pelo “excesso de zelo” da prefeitura municipal. “(O teste) não foi correto”, afirma.

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