É fato notório que a diferença de negros e brancos ao ingressarem para o ensino superior vem aumentando cada vez mais. Diante dessa situação, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou recentemente o sistema de cotas. O qual reserva 40% das vagas para pardos e negros.
Muitos aprovam o projeto, alegando a possibilidade de diminuir o preconceito racial. Já outros defendem o ponto divergente, argumentando que assim aumentará em dobro este conceito antecipado e diminuirá a qualidade do ensino, gerando polêmica.
Aqueles que defendem a reserva das vagas argumentam que devido à falta de oportunidade e ao intenso racismo, os negros mereçam essa ocasião própria para que, num futuro próximo, não sejam diferenciados como hoje são.
Dizem ainda que essa classe dominante provém de um passado vergonhoso e que nunca tiveram ensejo de ser tratados como cidadãos brasileiros, e que, a partir de agora, essa consciência igualitária irá multiplicar-se.
Na verdade, ainda que se reconheça algum mérito na argumentação da parte contrária, estamos nos preocupando com a qualidade do ensino. Isso porque o professor universitário teria de se desdobrar quando estiver ministrando suas aulas.
Pois um percentual do corpo discente, originária de escolas particulares, pode ter um índice mais abrangente de conhecimento - mais preparado para o mercado de trabalho - e o restante dos alunos proveniente das escola estaduais, com menos conteúdo, prejudicando assim o desenvolvimento pedagógico na sala de aula.
Some-se a tudo isso que o preconceito poderá aumentar ainda mais, pois os próprios alunos podem discriminar o estudante que entrou devido ao sistemas de cotas. Desmerecendo este perante a todos os outros alunos.
Este projeto tem muito ainda a ser analisado para só assim chegar a uma conclusão justa, não só para negros, pardos e pessoas de baixa renda, mas também para quem pagou escolas particulares para ter condições de disputar o mercado de trabalho.
É imperativo elevar o nível de aprendizagem das escolas públicas tanto quanto é o das escolas particulares, para todos assim concorrerem “de igual pra igual”.
Deborah Pernanchini Fraga - estudante - RG: 35.276.292-5