Bairros

Bauru volta a registrar leishmaniose

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou ontem o sexto caso de leishmaniose visceral humana em Bauru, este ano e o 18.º desde setembro de 2003, quando o primeiro registro da doença foi verificado na cidade. O paciente, de 46 anos, é morador do Núcleo Edson Francisco da Silva (Bauru 16) e está internado para tratamento.

Segundo informações do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da SMS, funcionários da prefeitura já iniciaram o trabalho de vistoria nas proximidades da residência do paciente, procedimento adotado sempre que um novo caso é notificado.

O Núcleo Bauru 16 está localizado na região da cidade que mais preocupa a SMS e que inclui os bairros Vila Dutra, Parque Santa Cândida, Parque Santa Edwirges, Parque Jaraguá, Núcleo Nova Esperança, Jardim Andorfato, Jardim Prudência e parte da Vila Industrial.

Embora o número de casos da doença venha caindo progressivamente nos últimos meses, a prefeitura vem mantendo as medidas de prevenção e combate à leishmaniose. “Todas as nossas ações continuam, tanto com relação à busca ativa quanto à coleta de sangue de cães e cuidados ambientais”, afirma a diretora do DSC, Maria Helena Abreu.

Ela ressalta que o período de incubação da doença pode variar de dez dias a dois anos, o que justifica a preocupação do DSC em não interromper tão cedo os trabalhos realizados nos bairros de Bauru.

A última notificação de leishmaniose em humanos havia sido feita há 20 dias. Em cães, foram registrados 192 casos positivos neste ano. No total, 2.278 animais tiveram amostras de sangue coletadas para exame.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito palha infectado com um protozoário que se instala em células do sistema imunológico. A doença pode afetar cães e humanos, causando infecções que podem atingir o fígado, o baço, a medula óssea e os gânglios.

O mosquito se prolifera no lixo orgânico em decomposição, quintais, terrenos baldios e fezes de animais.

Embora tenha tratamento, a leishmaniose pode causar complicações, pois debilita o sistema imunológico dos pacientes. Em Bauru, uma pessoa morreu em novembro do ano passado em decorrência da doença. Já uma criança de 4 anos precisou voltar a ser internada em março, três meses após receber alta, por ter sido infectada novamente.

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