Desde o final do mês passado, moradores do bairro Aymorés, e funcionários de uma indústria na região são obrigados a caminhar cerca de 800 metros do ponto de ônibus mais próximo até a entrada do bairro ou da empresa. A situação ocorre desde que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) orientou os motoristas de ônibus da linha Lauro de Souza Lima/Unimed/Centro a não mais parar no acostamento do Acesso Engenheiro Horácio Frederico Pyles, no sentido Bauru-Pederneiras, por conta de um acidente ocorrido no quilômetro 1 da via, no dia 23 de abril.
Na ocasião, um caminhão colidiu contra a traseira de um ônibus circular que havia parado no acostamento para o desembarque de passageiros. Três usuários do sistema coletivo ficaram gravemente feridos e outras 16 pessoas tiveram machucados leves. No local, não há ponto de ônibus indicado, apesar dos motoristas efetuarem a parada, e o acostamento não tem largura suficiente para que o ônibus deixe totalmente a pista.
A comerciante Maria Eugênia Moisés, moradora do bairro Aymorés, confirma que só existe ponto de ônibus na pista oposta do acesso, onde os usuários pegam os circulares que vão em direção ao centro da cidade. No local, há espaço para que o veículo saia da via para o embarque ou desembarque de passageiros.
“Todos os moradores e funcionários da empresa desciam do ônibus no local onde aconteceu o acidente, que não era ponto mas os motoristas paravam para facilitar para a gente. Agora, o ponto mais próximo fica na rotatória, há mais de 800 metros. Fica terrível quando está chovendo ou para as mães que têm crianças de colo”, aponta.
Segundo a comerciante, diversos jovens do bairro freqüentam aulas no período noturno e têm dificuldade em voltar para casa. Ela comenta que um ponto alternativo para os usuários seria no núcleo Octávio Rasi, mas a distância é maior. “O bairro mal tem iluminação e agora o pessoal tem que voltar pela pista. Além de ter de atravessar a pista, você acha que as meninas ficam tranquilas em andar pela rodovia, sabendo que um motorista pode mexer com elas ou até coisa pior?”, questiona Maria.
A reportagem do JC tentou contato com a assessoria de comunicação da Emdurb mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.