A Polícia Federal (PF), em conjunto com as polícias Civil e Militar (PM), prendeu ontem cinco homens suspeitos de envolvimento com o comando do tráfico de entorpecentes em Bauru. A ação fez parte da Operação Fênix, que realizava investigações há dois meses e foi deflagrada na última terça-feira, com o desmantelamento de um ponto de refino e armazenamento de drogas no Núcleo Gasparini e prisão de três pessoas por tráfico.
A PF não forneceu os nomes dos acusados, que foram recolhidos com mandado de prisão temporária de 30 dias, sob alegação de associação para o tráfico. Neste período, a PF dará prosseguimento às investigações e caso as suspeitas sejam comprovadas, os homens terão sua prisão preventiva decretada até o julgamento da ação. Ainda há a possibilidade de renovação da prisão temporária ou de liberação dos suspeitos, se nenhuma das acusações for comprovada.
De acordo com o delegado da PF Guilherme Maddarena, os cinco acusados seriam nomes importantes ligados ao comando da produção e venda de drogas em Bauru e região, revendedores e responsáveis pelo apoio logístico ao tráfico.
“Um deles estava envolvido com clonagem de celular e outros dois estavam relacionados com aquele ponto de refino de droga. Prendemos outra pessoa que era ‘cliente’ deles e revendia a droga, era um dos gerentes do tráfico da cidade. E mais uma pessoa que praticava crimes correlatos para apoio a eles”, aponta o delegado.
Também foram apreendidos computadores, disquetes, um disco rígido e aparelhos celulares que podem ser fruto de clonagem de outros telefones. Segundo Maddarena, também foram encontrados equipamentos e programas de computador utilizados para a clonagem dos celulares. Os objetos e as informações armazenadas nos equipamentos serão analisados pela perícia da PF, que também vai averiguar se os telefones apreendidos ou outros aparelhos passaram por clonagem.
Maddarena esclarece que as investigações que chegaram até os suspeitos foram feitas a partir da prisão de um homem por tráfico, há pouco mais de dois meses. “Na época, constatamos que havia uma pessoa comandando o tráfico na região de dentro de um presídio próximo de Bauru. A vigilância desta pessoa nos indicou outros envolvidos aqui fora (do presídio), que passamos a investigar até que estouramos aquele ponto na terça-feira”, explica.
Além da PF, a Operação Fénix conta com a participação da equipe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e policiais do Tático-4. Na terça-feira, a equipe já havia apreendido 7,5 quilos de cocaína já refinada, pedras de crack e pasta-base utilizada para o preparo destas drogas, além de cerca de 1 quilo de haxixe. A droga estava escondida em uma residência na Rua dos Professores, no Gasparini. No local, ainda foram apreendidos um tacho de ferro, mais de três quilos de bicarbonato de sódio e outros instrumentos utilizados para o preparo do crack, principalmente.
Na ocasião, Maddarena avaliou que as substâncias apreendidas tivessem valor superior a R$ 30 mil. Duas mulheres e um homem foram presos em flagrante por tráfico de entorpecente. A pena por crimes desta natureza pode variar de 3 a 15 anos de reclusão, caso sejam julgados culpados. Na associação para o tráfico, a pena é de três a seis anos.