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Consciência ambiental tende a melhorar com novas gerações

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Depositar lixo ou entulho em terreno baldio, atitude que há alguns anos era tolerada pela sociedade, atualmente é crime ambiental punível com multa e até reclusão. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), quando não localiza o endereço do acusado de cometer a infração, o intima publicamente através do Diário Oficial do Município. Essas infrações são constantes em Bauru e na maioria das cidades brasileiras, mas a tendência é que as novas gerações sejam mais conscientes a respeito do meio ambiente.

A avaliação é do jornalista Adalberto Wodianer Marcondes, diretor da agência de notícias Envolverde e editor em português do Terramérica, um programa das Nações Unidas que veicula matérias sobre meio ambiente em 30 jornais da América Latina, inclusive o JC. Marcondes, que ministrou palestra ontem na Universidade do Sagrado Coração (USC) sobre jornalismo ambiental, acredita que a próxima geração de adultos já cuidará melhor do meio ambiente.

“Olhe uma criança para ver a conscientização ambiental dela. É maior que da atual geração de adultos”, frisa. Ele avalia como positivas medidas como a adotada pela Semma, de intimar publicamente as pessoas flagradas ou acusadas de terem depositado lixo em local impróprio e ressalta que toda iniciativa coibitiva e punitiva, desde que garantida a defesa do acusado, ajuda na preservação do meio ambiente.

Para Marcondes, a correta destinação do lixo é uma das questões mais problemáticas na sociedade brasileira. “As pessoas ainda não têm consciência de que o espaço público é parte do nosso habitat. No Brasil, a idéia é que o público não é de ninguém, enquanto o público é coletivo”, afirma.

Lembrando que a Constituição Federal de 1988 aumentou o poder da sociedade de cobrar atitudes positivas do cidadão em várias áreas, inclusive a ambiental, o jornalista tem boas perspectivas para o futuro. “As crianças, que hoje já têm forte influência sobre os pais nas questões ambientais, serão a próxima geração de adultos”, comenta.

Mas ele ressalta que o brasileiro ainda não valoriza o capital ambiental do País. “O Japão tem grande capacidade tecnológica, os Estados Unidos de levantarem capital financeiro, a Europa destaca-se culturalmente e o Brasil tem um capital ambiental ainda não valorado”, diz.

Marcondes aposta que num futuro próximo, com o desenvolvimento tecnológico, o potencial da flora e a fauna brasileira, ainda pouco explorado, poderá ser melhor utilizado. “Estamos entrando no século da biotecnologia”, frisa.

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