Os dez obstetras da Santa Casa de Lins normalizaram o atendimento no início desta semana, após um mês de paralisação.
Segundo o diretor técnico do hospital, Reinaldo Queiroz, os plantonistas teriam iniciado o movimento no dia 4 de abril devido ao atraso da Santa Casa no repasse dos pagamentos. “As verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) às vezes chegam com algum atraso e o atraso culminou com essa paralisação”, diz. “Eles não estavam pedindo aumento mas somente o repasse em dia”, completa. Cerca de 80% da receita da Santa Casa é proveniente do SUS.
O impasse na maternidade foi resolvido no início deste mês, depois que o governo do Estado liberou a terceira parcela de uma verba, no valor de cerca de R$ 160 mil, que possibilitou o pagamento dos salários atrasados.
Durante o período de greve, segundo o diretor, alguns partos chegaram a ser realizados na maternidade de Lins, quando um obstetra era localizado e aceitava realizar o procedimento. Entretanto, a maior parte dos casos foi encaminhada para o hospital de Promissão.