Tribuna do Leitor

Homenagem


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Num domingo de maio de 1994, homens e mulheres, meninos e meninas, tribos e raças de diferentes línguas estavam prontos para gritar "Ayrton, Ayrton, Ayyyyrton Senna do Brasil", com fogos e artifícios comprados para se comemorar a grande vitória. O povo sabia que a alegria era certa, pois quando o herói da fórmula-1 pegava no volante tinha um compromisso com seus admiradores. Por um momento o herói conseguiu fazer com que ricos e pobres, grandes e pequenos, brancos e negros, religiosos e ateus se unissem em uma grande expectativa, a de gritar "é campeão!".

Ele conseguiu fazer com que as desigualdades sociais, as violências, as dores do cotidiano de país agitado se aquietassem e dessem lugar à alegria, a euforia e a emoção. Quando entrava em seu brinquedo que mais gostava e acelerava, não acelerava somente o brinquedo mas também nossos corações.

Quanta alegria deste a nós, menino, com este rosto humilde conseguia transmitir paz onde andava, subia a fama descia o ego, enfrentava as curvas e barreiras da vida e seguia para a grande reta final e isso a 320 km/h.

Ninguém jamais podia imaginar, que aquele domingo de maio, às 11h05, a alegria iria se transformar em tristeza, a emoção em desespero. Naquela curva em Imola estava o grande destino esperando pelo nosso herói, quando bateu naquele muro, um silêncio tomou conta dos povos que estavam na expectativa de mais uma vitória, eram minutos cruciais para o ídolo. Ao abaixar a cabeça naquele brinquedo que muito nos alegrou, era sinal de que Deus estava de braços abertos dizendo: - Vem campeão, tenho um lugar especial para você.

Ao ouvir o locutor falar: - Morre Ayrton Senna da Silva, um nó se forma na garganta do povo, uma nuvem de lágrima aparece em torno dos olhos e, não as contendo, o Brasil e muitos fãs de outros países choram. O esporte em geral se veste de preto, o presidente da República decreta luto por três dias, afinal, morre naquele dia um herói que embelezava nossas manhãs de domingo.

Sai de "Senna" um herói entra em "Senna" a saudade, a lembrança, um exemplo de raça, determinação e vontade de vencer de um verdadeiro patriota.

Hoje, anos depois deste triste episódio vemos seu nome em roupas, túneis, avenidas e em muitas outras coisas. Jamais sairá de nossas lembranças este grande herói, pois teve uma participação especial na história do Brasil. Sinal verde para você em outras vidas, grande campeão. (Luís Silva Rodrigues - RG 13.251.900)

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