A Prefeitura de Garça admite que o bairro Labianópolis, onde está localizada a Faef, mudou de “cara”. O chefe do gabinete do município, Diogo Sebastião de Oliveira, explica que o bairro foi valorizado com a chegada dos estudantes. “Os imóveis foram valorizados, assim como os terrenos que receberam construções voltadas para os alunos, como as quitinetes.”
A demanda por aluguel cresceu porque muitos estudantes são moradores de cidades mais longe e não viajam todos os dias. “O setor imobiliário deu uma alavancada com a chegada dessa população flutuante”, admite o chefe do gabinete.
A prestação de serviços e o comércio também se movimentaram. “Esses jovens fazem compra no supermercado, usam xerox e movimentam o comércio que descentralizou. Hoje, temos alguns segmentos instalados naquela área da cidade.”
Ele admite que o número de estudantes que saíam da cidade para estudar fora diminuiu. “Há cinco anos saíam oito ônibus diários de estudantes para Marília. Atualmente, este número é a metade. Para Bauru, eram dois ônibus, hoje somente uma Van faz o transporte.”
O chefe do gabinete lembra que Garça tem mais duas faculdades. “O Instituto de Ensino Superior de Garça (IESG) e uma unidade da Faculdade de Tecnologia da Fundação Paula Souza (Fatec). As três geram empregos diretos e indiretos.”