Bairros

Pacientes podem confundir sintomas

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito palha infectado por um protozoário que se instala em células do sistema imunológico. A doença pode afetar cães e humanos, provocando infecções que podem atingir o fígado, o baço, a medula óssea e os gânglios.

Os principais sintomas da leishmaniose em humanos são febre por mais de 15 dias seguidos, emagrecimento, aumento da barriga, tosse seca e diarréia. Nos cães, os indicativos da doença são fraqueza, queda de pêlos, crescimento das unhas, febre regular e ferida.

A diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), Maria Helena Abreu, lembra que muitos dos sintomas da leishmaniose visceral humana também são encontrados em outras doenças, o que exige atenção redobrada das pessoas. “Especialmente daquelas que moram em regiões onde estão aparecendo os casos”, declara.

Para evitar a proliferação do mosquito, a orientação é manter casas e quintais limpos, recolher folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira (materiais que acumulam umidade e favorecem a procriação), não jogar lixo em terrenos baldios e não permitir que o cão durma dentro da residência.

Além de percorrer os bairros para fiscalizar casas e terrenos, a prefeitura também tem coletado amostras de sangue de cães para exame. O objetivo do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) é levar os animais contaminados ou com suspeita de leishmaniose para o canil onde atualmente está instalada a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

O município já determinou a desocupação do canil e revogou a autorização para que a Uipa o utilizasse, o que causou a revolta das dirigentes da entidade, que se recusam a deixar o local.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos, a prefeitura aguarda a Justiça se manifestar a respeito de uma ação que pede a reintegração de posse do canil para poder utilizá-lo.

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