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HAC assume centro de radioterapia

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores de Bauru e região que fazem tratamento oncológico no Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú acabam de ganhar um benefício. A Fundação Amaral Carvalho (FAC) anunciou oficialmente ontem o arrendamento do Instituto de Radioterapia de Bauru, que está fechado há mais de cinco anos.

De acordo com o sócio-proprietário do Instituto, Carlos Eduardo Antunes, o instituto foi inaugurado em 1998. Mas divergências entre os sócios levaram a Justiça a determinar a paralisação das atividades poucas semanas depois. Agora, uma decisão judicial permitiu o arrendamento do prédio, localizado no Núcleo Geisel, e a FAC vai assumir o serviço.

O diretor superintendente da fundação, Antonio Luís Navarro, informa que o contrato de locação vale por cinco anos e permite a utilização do prédio e dos equipamentos ali existentes - uma bomba de cobalto, um aparelho de raio-x e uma processadora de filme radiológico.

Segundo Navarro, o serviço deverá ser reativado em aproximadamente 60 dias. “Estamos entrando com processos junto ao Cenen (Conselho Nacional de Energia Nuclear), à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à Prefeitura Municipal de Bauru. O serviço entrará em funcionamento assim que tivermos autorização dos órgãos competentes”, garante.

Navarro não soube estimar o número de pacientes que devem ser beneficiados com a iniciativa, mas garantiu que é grande o volume de pessoas atendidas em Jaú que residem em Bauru e municípios próximos. “Quanto mais facilidades pudermos oferecer para os pacientes, tanto melhor - para eles e para o atendimento oncológico”, defende.

Histórico

De acordo com a FAC, as negociações acerca do instituto começam há mais ou menos um ano, quando o advogado de um dos sócios procurou a instituição. “Ele queria saber do interesse do Hospital Amaral Carvalho em colocar o serviço em funcionamento, pois entendia que o patrimônio estava se deteriorando e o investimento realizado não estava cumprindo os objetivos sociais de atender os pacientes com câncer”, comenta.

“O instituto tem capacidade para atender entre 80 e 100 pacientes por dia. Isso significa que nesses 5,5 anos cerca de 80 mil pessoas deixaram de ser atendidas”, reforça o sócio-proprietário Antunes.

Na última quarta-feira, uma proposta de contrato foi encaminhada ao Fórum de Bauru e redundou no fechamento do acordo, confirmado ontem.

Médico oncologista, Antunes garante que a idealização e construção do Instituto de Radioterapia de Bauru tinha como único objetivo facilitar o tratamento de seus pacientes - que eram obrigados a deslocar-se para Jaú, Ribeirão Preto ou mesmo São Paulo para receber o tratamento.

“Para mim, servir o paciente é o objetivo prioritário do instituto. Todos os outros problemas deveriam ser secundários”, encerra, comemorando a assinatura do contrato.

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