Regional

Botucatu aguarda construção de CDP

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A Delegacia Seccional de Botucatu (a 90 quilômetros a Sudeste de Bauru) possui seis cadeias, cinco delas masculinas e uma feminina. A cadeia de Botucatu está temporariamente sem a população carcerária porque passa por reformas. Os consertos foram necessários para reparar os danos provocados pelos presos na última rebelião, ocorrida no início deste ano.

A superlotação das cadeias é o maior obstáculo enfrentado pelas cadeias dessa seccional. A cadeia de Botucatu, por exemplo, com uma capacidade para 60 presos, estava com 184 quando ocorreu a rebelião, comenta o delegado assistente da delegacia, Lourenço Talamante Neto.

De acordo com ele, dos 184, 80 estavam condenados. “Esses presos foram para o sistema penitenciário da região e não mais retornarão. Os detentos provisórios, que atualmente estão no sistema até acabar a reforma, retornarão.”

A previsão é que os consertos fiquem prontos até o final do mês de maio, começo de junho. As dez celas passam por reformas para melhorar as condições. “Aproveitamos o período para fazer algumas modificações que vão melhorar a segurança”, diz o assistente.

Ele lembra que a última rebelião foi provocada por uma tentativa de fuga, fato que ocorre quando há superpopulação carcerária e as condições da cadeia passam a ficar insuportáveis por falta de espaço.

Talamante Neto frisa que na área da Seccional de Botucatu não há Centro de Ressocialização (CR) e nem Centro de Detenção Provisória (CDP). “Não temos penitenciárias também.”

Com isso, os presos condenados de Botucatu e região cumprem pena nos presídios de Avaré. “Ou no sistema penitenciário do Estado. Há um pedido feito para a instalação de um CDP que sirva a nossa região. Porém, ainda não tivemos resposta da Secretaria de Administração Penitenciária”.

O CDP não precisaria estar instalado na cidade de Botucatu para servir a Seccional. “Há estudos para saber em qual local seria o ideal. Na nossa região, poderia ser Em São Manuel, por exemplo”, arrisca.

Sexo frágil

Em todos os segmentos da sociedade, as mulheres despontam ganhando espaço. Ainda que não seja motivo para comemorar, as representantes do sexo frágil estão lotando os presídios femininos, graças a uma participação cada vez maior na criminalidade.

Na região de Botucatu, a situação não é diferente. A cadeia feminina de Itatinga, com capacidade para acolher 24 presas em suas quatro celas, está com 50 detentas, algumas já condenadas. “Para transferi-las pedimos vagas ao sistema, quando as vagas são liberadas fazemos a transferência, porém, na região não há presídio feminino.”

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Cadeias

Seccional Botucatu

Botucatu - em reforma

Conchas - masculina

Laranjal Paulista - masculina

Porangaba - masculina

São Manuel - masculina

Itatinga - feminina

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