O museólogo dedica-se à classificação, à conservação e à exposição de peças de valor histórico, artístico, cultural e científico. Sua missão é transmitir conhecimentos e desenvolver ações culturais por meio de acervos. Além de planejar e executar tarefas de documentação, arquivamento e conservação de objetos, ele faz aquisições, administra coleções e promove intercâmbios de peças com outros museus. Organiza mostras e exposições, analisando a melhor forma de apresentar as peças, de acordo com o interesse do público-alvo. Pode atuar também em universidades, centros comunitários e sítios arqueológicos. Para exercer a profissão é preciso obter o registro no Conselho Regional de Museologia.
O que você pode fazer
• Ação cultural - Articular conteúdos e temáticas tratados em exposições para públicos específicos, como estudantes ou idosos, buscando formas pedagógicas de apresentação do acervo ao público.
• Ação documental - Estabelecer políticas de aquisição, cuidar da seleção de peças e da identificação de obras para o acervo. Promover intercâmbio com museus e instituições culturais, artísticas, históricas e científicas para trocas temporárias de obras. Tratar da documentação para a permuta de obras.
• Conservação - Avaliar a necessidade de restauração de peças e encaminhá-las para as ações de conservação ou de recuperação. Monitorar as condições, principalmente ambientais, adequadas ao armazenamento, ao manuseio, ao transporte e à exposição do acervo.
• Exposição - Selecionar peças e informações relacionadas com os objetos apresentados nos circuitos expositivos e definir a melhor maneira de mostrá-las.
• Memória empresarial - Organizar acervos de empresas e instituições públicas. Pesquisar e recuperar documentos e a história da instituição.
• Pesquisa - Aprofundar-se em temas, períodos históricos, artistas ou obras que compõem acervos.
O curso
Disciplinas básicas da área de Ciências Humanas, como história da arte, história geral e do Brasil, reforçam os conhecimentos artísticos e culturais do aluno. Ele também aprende técnicas de organização de acervos e administração de museus. Nas aulas práticas, estuda desenho e monta maquetes. Em laboratório de restauração e conservação, aprende a utilizar os princípios de química, física e biologia no combate a fungos e a outras pragas que atacam as peças. Algumas escolas exigem estágio e um projeto de conclusão do curso.
Duração média: quatro anos.
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Mercado de trabalho
O especialista em conservação tem as melhores chances de trabalho atualmente. Graças à crescente valorização do patrimônio histórico, prefeituras, institutos, museus, bibliotecas e colecionadores particulares vêm procurando profissionais para conservar acervos artísticos e patrimônios históricos, como igrejas e teatros. existem boas chances de trabalho em órgãos governamentais, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura, que tem superintendências em todo o país e está vinculado a dez museus, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Salário médio inicial: R$ 1.600,00