Tribuna do Leitor

Primo Bumbery, o PT e o PDT


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Oscar Wilde criou para o personagem central de uma de suas estórias um primo fictício, Bumbery, o qual ia visitar sempre que a realidade tentava obrigá-lo a fazer coisas que não queria. “Sinto muito, mas não posso comparecer à sua festa, pois meu primo Bumbery está muito doente e devo visitá-lo em York.” Acabei me lembrando de Bumbery com a educada recusa que o PDT emitiu em ter como vice os nomes de Batata e de Estela, do PT. Pois é, parece que o PDT acionou o primo Bumbery, doente como sempre, para justificar a recusa e não ter que ser tão explícito na explicação. Deram a desculpa e permanecem de camarote no aguardo do desenrolar dos acontecimentos. Já pensaram em um candidato ter como vice, numa chapa para uma acirrada disputa eleitoral, uma pessoa com quem não possui nenhuma afinidade? Coisa boa não poderia gerar. Lembram-se da dupla Nilson/Dudu? Deu no que deu. Só que no caso atual, quem sai perdendo nisso tudo é o meu PT (do qual faço parte), que sai mais uma vez chamuscado. Ainda devemos explicações à cidade. Explicações essas que um grupo, num documento protocolado junto ao Diretório Estadual do PT, pede uma perícia do que seriam esses motivos “éticos”, que inviabilizaram a aliança. Só isso, queremos esclarecer o que de fato realmente ocorreu. Num outro momento, Bumbery entrou em ação novamente, quando ninguém dentro do partido quis se inscrever como pré-candidato a prefeito, concorrendo com Estela, num edital e prazos, que muitos alegam estar em desacordo com o estatuto partidário, que pediria, sim, um novo encontro. Agora, ouvimos que quem vem por aí é o José Dirceu. Anotem aí, para posterior confirmação: Bumbery deverá adoecer nesse dia. E assim, esse nosso fictício primo, que todos uma vez ou outra convocamos, acaba sendo utilizado toda vez que as circunstâncias pedem para cairmos fora o quanto antes.

Henrique Perazzi de Aquino - RG 9.710.205-2

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