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Atletismo: Jadel Gregório brilha no GP do Rio

Da Redação (com Agência Estado e Folha)
| Tempo de leitura: 3 min

Rio de Janeiro - Jadel Gregório foi o grande nome do Grand Prix Rio de Atletismo, ao estabelecer um novo recorde pessoal, ao ar livre, na prova do salto triplo, com 17,22m, ontem, no Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, zona oeste.

O favoritismo à uma medalha na Olímpíada de Atenas não incomoda o triplista que, ao contrário de muitos competidores, assegura seu retorno da Grécia entre os três primeiros. “O atleta que vive no mais ou menos não chega a objetivo nenhum. Estou bem e sempre contente com meus resultados”, frisou Gregório.

Ele superou por duas vezes sua melhor marca ao ar livre, que era de 17,13 m, obtida em 2003, ao saltar 17,18m e 17,22m, marca um metro melhor do que Adhemar Ferreira da Silva obteve em Helsinque, 1952, recorde mundial e ouro olímpico.

A melhor marca de Gregório é 17,46 metros, obtida em pista coberta, durante o meeting de Karlsruhe, na Alemanha, em fevereiro. Em março, saltou 17,43m, ao ficar com a medalha de prata no Mundial Indoor de Budapeste. A disputa foi vencida pelo sueco Christian Olsson, com 17,83 metros.

“Não existe essa de superman e ninguém é imbatível”, disse Gregório, se referindo ao recordista mundial. “Com certeza, em Atenas estarei no pódio e brigando pela medalha de ouro.”

Além de Gregório, outra expressiva marca obtida neste domingo foi a de Vicente Lenílson, que venceu os 200m, com 20s45, melhor tempo de sua carreira e abaixo do índice exigido, o A (20s59), para Atenas. Mas, sua performance ficou ofuscada, porque tanto ele quanto o técnico da seleção Jayme Netto, já descartaram a possibilidade de correr a prova na Olimpíada.

Lenílson foi um dos velocistas que asseguraram as medalhas de prata para o Brasil no revezamento 4x100m, nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, e no Mundial de Paris, em 2003. Ele novamente estará na equipe que representará o País em Atenas e não escondeu sua torcida para que a formação vitoriosa em ambas competições seja repetida.

“Vou me dedicar somente à disputa dos 100m e do revezamento. A briga por uma vaga na equipe está intensa”, afirmou Lenílson. “Em Atenas espero ter a companhia do André (Domingos), do Edson (Luciano) e do Nei (Claudinei Quirino), porque me sinto mais tranqüilo ao lado deles.”

Ontem, a equipe brasileira de revezamento 4x100m, formada pelo próprio Lenílson mais Cláudio Roberto Souza, Edson Luciano Ribeiro e André Domingos da Silva marcou 39s e ficou com o ouro no GP. A prata ficou com a equipe B do Brasil, e o bronze, com a equipe da Venezuela.

Já Elisângela Adriano, que já tinha índice olímpico no arremesso de peso, praticamente garantiu a vaga também no disco, ao marcar 58,33m (63cm a mais que o índice B, de 57,7m) e ficar com a medalha de bronze. Como não tem concorrentes no país, Elisângela estará em duas provas em Atenas. O ouro da prova ficou com a ucraniana Elena Antonova, que atingiu 61,43m, e a prata foi para a polonesa Joanna Wisniewska, com 60,41m.

Destaques ainda para as vitórias de Lacena Golding-Clark, da Jamaica, sexta colocada no ranking mundial, nos 100m com barreiras, do brasileiro Redelen Melo dos Santos, nos 110m com barreiras, e Fabiano Peçanha, nos 1.500m, que correu a prova em 3min38s45.

No Brasil, as vagas para a seleção poderão ser ainda confirmadas no domingo, durante o GP de Belém, ou no GP Brasil, em São Paulo, entre os dias 3 e 6 de junho. Mas, em competições internacionais, os atletas têm até 11 de julho para fazerem índices para os Jogos Olímpicos da Grécia.

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