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Tênis

César Savi
| Tempo de leitura: 2 min

• CBT e candidatos

O diretor editorial da tenisbr@sil, jornalista especializado em esportes há 24 anos, José Nilton Dalcim, publicou uma matéria na revista “Tênis” dizendo que a polêmica entre a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e tenistas precisa terminar e que os candidatos ao cargo de presidente da entidade precisam explicar seus planos para colocar ordem na casa.

Citando que esse esporte no Brasil tem problemas crônicos ele diz que, com boa vontade, pode ser calculado em 1,5 milhão o total dos que praticam tênis no Brasil, sendo um número pequeno para movimentar tantas marcas e serviços nesse esporte, a maioria importados e que são poucos os fabricantes nacionais.

Dalcim sugere providências para o tênis nacional baseado na arrecadação da CBT de R$ 5 milhões em 2003 e que 20% desse valor, R$ 1 milhão, deveria ser investido no desenvolvimento desse esporte, começando com a contratação de um profissional. As federações seriam visitadas e ele daria dicas de marketing, como elaborar um ranking justo e padronizar o ensino do tênis.

As entidades estaduais manteriam contatos com as prefeituras e com a iniciativa privada para a construção de quadras públicas e seria elaborado o “Programa de Incentivo ao Tênis nas Escolas”. No campo prático e imediato, seriam alugados os espaços ociosos das mais de 40 academias existentes no País.

Nesses locais, as aulas de iniciação seriam dadas por professores em formação, gerando empregos e garantindo um padrão de ensino. Fabricantes de raquetes e tenistas doariam as usadas para esses alunos como apoio aos iniciantes.

• Juvenil

Um “olheiro” viajaria pelo Brasil para descobrir jovens tenistas com aptidão e talento para o tênis e seriam encaminhados para centros de treinamento regional e os mesmos seriam acompanhados no dia-a-dia esportivo com avaliação técnica. Os melhores juvenis poderiam participar de um intercâmbio de três meses na América do Sul, com base permanente em Buenos Aires, frisa Dalcim.

O experiente jornalista diz que muitos acordos poderiam ser feitos com a Argentina, acrescentando que um ranking mais coerente premiaria os dois líderes na difícil categoria 18 anos com um convite em cada Torneio Future disputado no País.

• Semi profissional

Para ele, o caminho pode ser Portugal, que tem um tênis bem organizado, o custo de vida é acessível, não há barreira em termos de língua e fica fácil o deslocamento para a Espanha que promoverá 15 torneios futures este ano; Itália, 14; França, 15: Alemanha, 12. Seis atletas receberiam R$ 1 mil por três meses.

É um assunto para ser estudado pelos candidatos ao difícil e disputado cargo de presidente da CBT com a superação do espaço entre a teoria e a prática. É esperar para conferir.

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