Jaú - Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Calçado, Ângelo Soave, o setor calçadista pode até absorver a mão-de-obra que foi dispensada na segunda-feira passada pela Companhia Jauense Industrial, mas não será a curto prazo.
Segundo ele, para ter condições de concorrer a uma vaga no mercado de trabalho os ex-funcionários da Jauense terão de passar por uma reciclagem.
Mesmo assim, as contratações só devem ser feitas a partir do ano que vem. Segundo Soave, o ritmo de produção deste ano deve começar a baixar daqui há 20 dias. Por isso, a tendência atual está mais para a dispensa do que para a contratação de novos funcionários.
Apesar da recente inauguração de uma fábrica na cidade com potencial para gerar até 300 empregos - hoje tem cerca de 70 funcionários -, Soave não acredita que o setor calçadista possa ser o “salvador da pátria” dos desempregados que existem hoje em Jaú.
“Gostaríamos muito de poder absorver toda essa mão-de-obra, mas isso não acontece de uma hora para outra”, observou.