“O País necessita de um empurrão, um estímulo especial para aumentar a prática da leitura, da escrita e também de outras atividades culturais”. A sugestão, iniciativa do educador bauruense José Carlos de Carvalho, foi criada em 2002 e enviada para o Ministério da Cultura e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e, não tendo recebido, transcorridos dois anos, a devida resposta, seu autor revisou-a, dando-lhe detalhamento e registrou em cartório e na Fundação Biblioteca Nacional. Foi mais longe, endereçando cópias a entidades e amigos, assim como à imprensa para conhecimento e pronunciamento junto aos seus leitores.
Visando o cumprimento de seu objetivo sugere o projeto a criação de “Ranking” Cultural Nacional e também em cada Estado através de suas Secretarias de Cultura, com as quais ficaria a incumbência da filiação das pessoas com emissão de carteirinhas e senhas para acesso e cadastramento dos setores culturais por elas exercidas. Todo trabalho cultural do filiado, ambos os sexos, devidamente comprovado, receberia uma pontuação que seria automaticamente lançada em seu nome no ranking estadual e depois enviada ao nacional. Algumas realizações seriam livros lidos, escritos, traduzidos e outros; trabalho como educador, oficial ou não, esporádico ou voluntário; cursos de graduação desde a pré-escola ao doutorado, especialização no Brasil ou Exterior; alfabetização de adultos e outros cursos voluntários; defesa de teses e pesquisas; roteiros, produções de peças de teatro e filmes; implantação de bibliotecas volantes ou fixas; doação de livros para bibliotecas; criação de orquestras, corais e grupos teatrais, composições musicais, letras ou partituras, assinaturas de jornais, revistas e tantas outras.
Enfim, tudo o que possa a pessoa fazer relacionado à cultura em benefício do seu desenvolvimento intelectual e também de seu semelhante contaria pontos. Paralelamente, a pontuação dos rankings poderia ser utilizada para desempate de vestibulares, em seleção de empregos públicos e privados; para promoção na carreira de educadores; premiar os mais dedicados reduzindo tempo de aposentadoria; sorteios de brindes entre os filiados; eleição da ABL; premiação para os melhores colocados ou títulos de barão e baronesa da cultura, e os melhores ranqueados certamente seriam alvo de bons contratos com editoras ou se transformariam em garotos-propaganda da mídia.
Inegavelmente, o projeto é dos mais valiosos e patrióticos, merecendo o conhecimento de educadores, escritores, editoras, políticos, imprensa e todos os demais meios de comunicação, de sorte a facilitar a sua implantação no País. Oxalá, então, obtenha o reconhecimento do Ministério da Educação e das Secretarias da Educação dos Estados para que o implantem exatamente no instante em que promovem as administrações federal e estaduais medidas visando soerguer a prática da leitura, da escrita e demais empreendimentos culturais com benefícios infindáveis.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulistas de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
Com o coração irradiando emoção para todo o nosso ser, agradecemos imensamente as expressivas homenagens que nos foram prestadas pela Academia Bauruense de Letras, outorgando-nos solenemente o honroso prêmio de jornalista emérito, assim como pela edificante mensagem do poeta-declamador Carlos Iunes, estampada na Tribuna do Leitor, na qual ele bondosamente nos classifica como “um grande homem”. Retribuimos, achando que só podem ter algum semelhante como “grande homem” aqueles que, como Iunes, também o são realmente.