Política

Cenário da sucessão municipal muda com dobrada dos tucanos e liberais

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Se o médico Fernando Monti (PL) aceitar o convite do PSDB para ocupar a vaga de vice na chapa de Caio Coube, o cenário da sucessão municipal vai ser alterado. A decisão afeta, principalmente, dois partidos.

A alteração mais contundente ocorrerá no PSB. O partido, através do vereador Luiz Carlos Valle - pré-candidato a prefeito -, dava como certa a dobradinha com Monti. Nos bastidores, os socialistas já comemoravam a aliança com o PL.

Com isso, o PSB corre o risco agora de voltar à estaca zero. Terá que se rearticular para correr contra o relógio e buscar um nome alternativo para compor a chapa de Valle.

O PFL é outro partido que também perde com a possível dobradinha do PSDB com o PL. O vice-prefeito Dudu Ranieri, presidente da legenda, articulava com um grupo de tucanos a indicação de sua filha, Chiara Ranieri, para ocupar a vaga de vice na chapa do PSDB.

Daí explica-se a mudança de discurso nos últimos dias, quando pefelistas anunciaram que o partido terá candidatura própria. Dudu sempre comentou que só disputaria a eleição municipal como de cabeça-de-chapa se retornasse à prefeitura na condição de prefeito.

Mas ele contava com a aliança tucana, afinal, o PFL é um dos partidos da base de sustentação do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Sem replay

Se o PT já estava desarticulado com a desistência do PDT em compor aliança para a formação da chapa majoritária - encabeçada pelo ex-deputado federal Tuga Angerami -, sua situação ficou ainda mais desconfortável.

De certa forma, a expectativa da presidente da executiva municipal da legenda, Estela Almagro, e do vereador José Carlos Batata (PT), era de que ainda havia alguma chance de conquistar Fernando Monti para ocupar a vaga de vice na chapa petista, repetindo a dobrada concretizada em nível federal (Lula/José Alencar).

Comentários

Comentários