Gália – A Cadeia Pública de Gália (60 quilômetros a Oeste de Bauru) foi reaberta anteontem, cinco dias depois de sua desativação. Os 20 presos que haviam sido transferidos na semana passada para as unidades de Garça e Pompéia retornaram para o local.
Segundo apurou o JC, o motivo da desativação da cadeia seria a falta de funcionários. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública não confirmou ontem a informação e disse apenas que a desativação ocorreu porque a unidade precisou sofrer reparos internos para melhorar a segurança e remanejar funcionários.
O Delegado Seccional de Marília em exercício, Cícero Cardoso, não revelou o motivo da desativação e tampouco da reabertura da unidade. Ele afirmou que a Seccional de Marília recebeu a determinação da delegacia geral da Polícia Civil do Estado para que a cadeia voltasse a funcionar. “Foi uma questão administrativa”, diz. A direção da Cadeia de Gália também recusou-se ontem a falar sobre o assunto.
Antes da desativação, a cadeia de Gália contava com cinco carceireiros para trabalhar em sistema de revezamento em turnos de 12 horas. Segundo informou na semana passada o titular da delegacia de Garça, Ricardo Luiz de Paula Martines, uma portaria da delegacia geral do Estado exigiria um mínimo de dois carceireiros por plantão. Entretanto, a unidade não estaria conseguindo cumprir a exigência.
Com a reativação, um funcionário que trabalhava na unidade de Pompéia foi remanejado para a cadeia de Gália. Com isso, segundo apurou a reportagem, a Seccional acredita que poderá cumprir o número exigido de carcereiros por escala.
Além dos presos da própria cidade, a cadeia de Gália atende a demanda do município de Fernão. Antes da desativação, a unidade também recebia as prisões administrativas (por falta de pagamento de pensão alimentícia) encaminhadas por Marília. Entretanto, agora, esses presos serão conduzidos para a cadeia de Pompéia.