Economia & Negócios

Tempo frio aumenta vendas e deixa comerciantes animados

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

A um mês do início do inverno, o tempo frio parece não dar trégua em Bauru e o comércio já sente os efeitos positivos das baixas temperaturas. De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, as vendas de artigos de inverno têm sido acima do esperado pelos lojistas.

“O frio está contínuo e isso faz com que os lojistas tenham um giro das mercadorias. As vendas estão muito boas. O frio normalmente vem mais tarde, já no inverno, e não tão cedo como ocorreu esse ano. Quando as temperaturas baixas chegam no outono, é vantagem para o comerciante, que pode vender a mercadoria com preço justo e sem desespero de promoções, o que ajuda a fazer caixa”, aponta.

A Acib ainda não tem dados das vendas deste ano, mas Carvalho observa que se o frio do outono perdurar até o próximo mês, os lojistas correm o risco de ficar com as prateleiras vazias.

“O estoque de inverno mudou nos últimos anos. Antigamente, os lojistas traziam muita roupa, até porque fazia mais frio, mas agora não se faz compra grande. Se o frio continuar intenso, a mercadoria vai acabar. A própria indústria não produz em grande quantidade, somente o que nós encomendamos, então, se as vendas continuarem boas a mercadoria pode acabar”, alerta, otimista.

Luiz Colpani, que é gerente de uma loja de confecções no Calçadão da Batista, confirma que as vendas de artigos de inverno têm sido altas no último mês. “Tivemos um aumento gradativo e ainda agora, estamos vendo as vendas melhorarem. As baixas temperaturas e os dias de chuva têm colaborado com isso, notamos que os clientes procuram mais a loja nos dias mais frios”, diz.

Segundo o gerente, a alta no preço do algodão, na última safra, provocou a elevação dos preços dos produtos. “Talvez por isso, os clientes estão mais atentos ao preço. Acredito que pelo menos vamos equiparar as vendas com o ano passado, mas nossa intenção é superar”, argumenta, entusiasmado.

Para Fábio Roque, gerente de uma loja de confecções e artigos de cama, mesa e banho, as roupas que acompanham as novas tendências da moda acabam atraindo os clientes. “Com certeza, queremos superar as vendas do ano passado. A loja está com muitas novidades e os clientes buscam por isso. Os cobertores e edredons também têm tido uma grande saída. Os edredons, principalmente, são os mais procurados”, comenta.

Preços variados

Ontem pela manhã, a atendente Valéria Caetano pesquisava preços e procurava por uma jaqueta no Centro da cidade. Ela comenta que ainda não fez compras de artigos de inverno neste ano, mas sabe que vai ser necessário gastar com algumas peças. “Estou pesquisando preços e vi algumas coisas com preço muito bom. Eu quero comprar uma jaqueta de até R$ 30,00, mas a gente acha algumas mais caras, outras mais baratas mas que não têm material tão bom. As lojas têm muitas opções, então, é só ter tempo e pesquisar”, indica.

Já a aposentada Ana Maria Bastos Gonçalves procurava roupas para a família toda. “O melhor lugar para comprar são as lojas com bastante variedade e preço mais popular. O preço das mercadorias subiu mesmo do ano passado para cá. Eu preciso comprar roupas quentinhas para toda a família, mas vamos ver só o necessário porque o ordenado não permite exagerar, tem que ir devagarzinho”, brinca.

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Novo cardápio

Com a chegada do tempo frio, é fácil encontrar restaurantes na cidade oferecendo um prato tipicamente brasileiro e muito apropriado para os dias com baixas temperaturas: a feijoada. Mas não é somente esta receita quente que ganha a preferência dos clientes. De acordo com Marcelo Roberto Teixeira, que é proprietário de dois restaurantes no Centro, boa parte do cardápio é alterada com a chegada do frio.

“Temos mais pratos quentes nesta época. Optamos por oferecer mais pratos com molhos, que esquentam. Mas a feijoada é a primeira pedida dos clientes. Quanto tem, o pessoal ataca, todo mundo pega pelo menos um pouquinho”, relata.

Por outro lado, Teixeira observa que o consumo de legumes e verduras diminui bastante nesta época. “A pessoa que é acostumada, não deixa de comer salada, mas com certeza vai pegar em menor quantidade do que no verão. Também diminui o consumo de bebidas. Com o frio, parece que as pessoas não sentem tanta sede, então, elas deixam de pedir um suco ou refrigerante para acompanhar o almoço”, diz.

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