A 38 dias do prazo final para a definição das vagas (30 de junho), os partidos políticos continuam discutindo alternativas novas para a escolha dos candidatos a prefeito e vice em Bauru. As articulações trazem de novo à cena discussões envolvendo os nomes de Luiz Carlos Valle (PSB), Dudu Ranieri (PFL), Fernando Monti (PL) e outros.
Entre as legendas que detém mais tempo no horário eleitoral de TV, o PSDB anuncia que às 10h de hoje vai ser confirmada a dobradinha Caio Coube-Fernando Monti. O tucano será o cabeça de chapa junto com o médico do PL, integrante da mesma família do deputado federal pela região Milton Monti.
Porém, até uma semana atrás, Fernando Monti era tido como vice certo (pelo menos na avaliação do PSB) na chapa que teria o vereador Luiz Carlos Valle como candidato a prefeito pelos socialistas. Mas a reviravolta nas negociações surgiu nos últimos dias, com a negociação feita entre PSDB e PL.
Paralelo a esse quadro momentâneo, o PDT - que desistiu de ter um vice petista na chapa encabeçada por Tuga Angerami - passou a tentar nova aproximação com Valle. Anteontem, em um encontro à noite, regado a um suculento cardápio preparado pelo vereador Faria Neto (PDT), os pedetistas sondaram a possibilidade de Valle aceitar convite para ser vice de Tuga. A conversação está em curso. Mas pelo menos uma parte dos integrantes do PSB ainda defende candidatura própria.
Já no PFL, bastou Dudu Ranieri vir a público dizendo, anteontem, que aceita ser o candidato a prefeito pelo partido, conforme reunião interna que levou à sua indicação nesta semana, para que os tucanos chamassem o vice-prefeito para uma conversa na Capital do Estado.
Dudu confirma que foi convidado pelos tucanos para um encontro no Palácio do Governo, em São Paulo, na próxima segunda-feira, para discutir a participação do partido nas eleições. Uma fonte do comando pefelista indicou que Dudu poderia ser incitado a ser vice de Caio, alternativa, neste momento, negada pelos tucanos de Bauru. Isso porque o próprio PSDB marcou para hoje o anúncio de que Fernando Monti seria o vice de Coube.
Com isso, também não é descartado que os caciques do PFL no Estado, deputados federal Gilberto Kassab e estadual Rodrigo Garcia, acenem para que o partido dirigido por Dudu em Bauru verifique a possibilidade até de apoiar os tucanos, abrindo mão de candidatura majoritária. Some-se a este cenário indefinido o fato de que o PFL não só é aliado dos tucanos no governo do Estado como tem o vice-governador, Cláudio Lembo.
As articulações se estendem a outras legendas. O PPS do pré-candidato a prefeito Antonio Sérgio Marsola, por exemplo, ainda não trouxe a público as conversas em curso para a definição do vice. O caminho inicial trilhado para a composição seria com a indicação do vice de Marsola vindo do PTB. Mas até esta dobradinha ainda não está selada.
Um dos empecilhos é o nome. O PTB chegou a indicar o vereador Pastor Luiz como vice. Mas as conversas não prosseguiram. De outro lado, os candidatos a vereador do PPS não estão digerindo bem a missão de fazer uma aliança com o PTB na majoritária e proporcional. A chapa do PPS ficaria em desvantagem na busca pelo preenchimento de cadeiras na Câmara.
As negociações ainda incluem muitos outros partidos, como o próprio PT (que também articula candidatura própria), o PMDB (que tem a indicação de Renato Purini como cabeça de chapa e discute uma composição com o PC do B, tendo a vereadora Majô Jandreice como vice) e demais legendas.