Bairros

Movimento quer tarifa única

Thaís Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Embora seja líder do Movimento em Prol do Passe-Integração, Claudinei Teixeira de Moura parece não estar muito contente com a novidade. Ele critica a forma como o sistema está sendo implantado e diz que gostaria que houvesse uma tarifa unificada.

“Bauru está de parabéns com o passe-integração. Já é uma grande conquista. Mas não gostaríamos de ter a tarifa diferente”, expõe.

Na opinião dele, deveria ser construído um terminal de ônibus. Ele sugere preço de R$ 1,70 tanto para tarifa simples quanto para tarifa integrada. Quem precisa de mais um coletivo para chegar ao seu destino final, desceria no terminal e pegaria um carro de outra linha.

â€œÉ ridícula a forma como está sendo implantado. Não é da forma que a gente queria. Por que não elevam a tarifa para R$ 1,70, mas uma tarifa única?”, questiona Claudinei. “Vamos continuar nossa luta porque queremos uma tarifa única”, acrescenta.

O representante do movimento alega que R$ 1,90 é um valor alto para a tarifa integrada. “Infelizmente, é um preço absurdo. É um espaço muito curto para tanto dinheiro. O que vai ocorrer são ônibus vazios”, avalia.

Outro argumento utilizado por Claudinei é a necessidade de se deslocar ao Centro para buscar o cartão Bauru Integrado. “Quem quiser usar a integração vai ser obrigado a ter o cartão. A pessoa vai ter de sair de casa para buscá-lo”, insiste.

Ele alega que as pessoas têm problemas com tempo e deslocamento para ir ao posto da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb). “Vai causar muita polêmica”, opina.

Conselho

O presidente do Conselho Municipal de Usuários do Transporte Coletivo de Bauru, Rubens de Souza, discorda de Claudinei e afirma que o processo de implantação do passe-integração está caminhando bem.

“Só esperamos que tudo corra bem para que as pessoas não tenham tanta dificuldade em utilizar o passe-integração”, avalia.

Na opinião de Rubens, no atual sistema não é possível a cobrança de uma tarifa única. “Temos de socializar essa despesa. Quem integra, paga um pouco mais - e mesmo assim sai ganhando. As outras pessoas contribuem um pouco para que o sistema continue bem, pagando cinco centavos a mais na tarifa”, expõe.

A ressalva é para a divulgação do novo sistema. O presidente do conselho avalia que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru deveria ter iniciado com antecedência a divulgação, prevista para começar amanhã.

“A Emdurb deveria estar informando mais a população - levar o equipamento no calçadão, nas escolas e nas empresas com muitos funcionários, por exemplo, para que as pessoas possam se familiarizar”, sugere.

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