Quem viaja de Bauru para Iacanga (50 quilômetros a Noroeste de Bauru) encontra, no quilômetro 365, Distrito de Santa Isabel, uma verdadeira feira livre. A barraca à beira da estrada tem uma grande variedade de legumes, frutas, aves e ovos - todos frescos, vindos diretamente do produtor.
Os preços são “apetitososâ€. Um cacho de banana missuri, uma mistura de banana ouro, prata e maçã, com mais de cinco dúzias é vendido por R$ 6,00. Além da banana, muito saborosa por sinal, o viajante encontra, abacaxi, laranja, melão, poncã, limão, batata doce, abóboras de qualidades diferentes, água de coco e uma diversidade enorme de produtos.
A barraca escoa a produção do proprietário dela e de mais alguns da redondeza, conta João Ângelo, que esporadicamente toma conta da barraca para que o dono, Valdecir Biasi, cuide dos negócios.
Biasi explica que pequenos produtores que não conseguem escoar a própria produção nas grandes redes de supermercados, acabam oferecendo o produto para ser vendido na barraca.
O ovo fresquinho que chega na barraca é de um produtor vizinho. Com poucas galinhas e com a demanda em baixa para esse tipo de ovo, a alternativa é deixar a produção naquele ponto de venda para ser comercializada.
“O preço é mais acessível porque nesse negócio não existe a figura do atravessadorâ€, explica Biasi. “Nós vamos buscar direto na roça ou o próprio produtor traz para ser vendido.â€
Comprando a roça toda, no caso de melancias ou abóboras, o preço é bem menor. “Nosso preço é cerca de 50% mais baixo do que o praticado nas grandes redes ou mesmo nos supermercados.â€
Mas a grande vantagem de adquirir um produto nas barracas de beira da estrada é que eles são frescos. “O melão, por exemplo, quem planta é o dono da barraca. A poncã também é de um vizinhoâ€, conta João Ângelo.
Para atender às necessidades do consumidor, a barraca oferece água de coco gelada, refrigerante, carvão para churrasco, rapadura, salgadinhos, coco seco e compota de doces.
Roças interessantes
De acordo com Biasi, o dono da barraca, que faz transporte escolar na área rural de Arealva, faz o contato com os produtores durante o seu serviço. “Ele vai buscar as crianças nas propriedades rurais e fica sabendo em quais delas existem produtos que interessam para vender na barraca.â€
Os produtores também oferecem sua produção e o proprietário vai ver se interessa. “Quando interessa, ele compra e traz com a perua.â€
Para oferecer uma variedade grande de produtos e conseguir bons preços, avisa Biasi, é necessário ter bons contatos.
O mel comercializado na barraca, por exemplo, vem de Arealva, cidade mais próxima. “Os apicultores oferecem e a gente compra, porque o mel é um produto bastante procurado.â€
As abóboras e as melancias, no entanto, são os produtos mais vendidos. “São abóboras de diversas variedades, vendidas por peças e não por peso. Pesando elas, como no supermercado, encarece o preçoâ€, avisa Biasi.