RH & Tendências

Dinâmica grupal muda relação no trabalho

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Na tentativa de melhorar as relações de trabalho e motivar os membros da equipe, o estudo da dinâmica dos grupos aponta alguns caminhos de mudanças estruturais e de relacionamentos, que poderão ser benéficos tanto para a empresa quanto para cada indivíduo da equipe. Nesta semana, a Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos promove em Bauru uma palestra sobre o tema.

De acordo com a coordenadora do evento, Eva Praxedes Vieira, o estudo da dinâmica dos grupos exige dedicação à fundamentação científica do tema, mas essencialmente é necessário gostar de trabalhar com outras pessoas.

“Um profissional especializado em dinâmica dos grupos vai poder trabalhar numa área muito ampla, pois todas as empresas têm a mesma dificuldade em certo ponto, que é manter sua equipe motivada e buscando melhorar os resultados. Os treinamentos e dinâmicas são bons, mas não são suficientes. A equipe precisa ser constantemente tratada”, observa.

Eva explica que, na dinâmica dos grupos, o líder de uma equipe - um gerente ou até mesmo um professor - deve ter a consciência de que também é integrante do grupo e que o desenvolvimento da produção vai depender das ações de todos, e não de seu comando.

“O líder passa a se sentir um membro atuante com responsabilidade social. Pode ser que o resultado leve mais tempo para chegar, mas ele também será sustentado por mais tempo, será mais bem organizado e concreto”, comenta.

A equipe de trabalho passa a ser encarada não apenas como profissionais ou alunos, mas como indivíduos que também possuem uma vida fora do ambiente de trabalho. “Todos temos um pano de frente, mas temos um pano de fundo também, que é o que nos faz agir como agimos. Na dinâmica dos grupos, não trabalhamos o comportamento aparente, mas o que está por trás. Se a gente convive nove horas por dia, o problema de um integrante acaba sendo o do grupo todo. A idéia é investir em si mesmo para melhorar os vínculos com o grupo, o que vai melhorar o grupo em si”, aponta Eva.

Ela dá uma dica prática para demonstrar a mudança na forma de encarar o trabalho promovida pela dinâmica dos grupos. “Você precisa aprender que nós não ensinamos ninguém. Quando eu parto do princípio que eu ensino, me coloco numa posição de poder, detentora de conhecimento, enquanto os outros, os alunos ou membros da equipe, estão ali apenas para receber. É necessário ser um integrante da equipe, mesmo sendo o coordenador”, orienta a coordenadora do evento.

A dinâmica dos grupos também apresenta uma visão diferente sobre motivação. Segundo Eva, não é possível motivar outra pessoa. “O máximo que consigo é motivar a mim mesmo, através dos meus desejos internos e da minha necessidade. Se eu estou motivado, abro a possibilidade para o grupo que convivo buscar essa motivação também, como um espelho”, ressalta.

A palestra sobre a dinâmica dos grupos, com o especialista Marcel Paranhos Dias, será realizada nesta quinta-feira, no anfiteatro E2 da Universidade do Sagrado Coração (USC), a partir das 9h. Inscrições e informações pelo telefone (14) 3232-9681. O ingresso é uma caixa de leite longa vida ou uma caixa de lápis de cor. As vagas são limitadas.

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