Lendo o JC desses dias passados me reportei para o começo da década de 1990, quando ainda estudava no antigo ensino médio da escola estadual Guedes de Azevedo, no Jardim Bela Vista, e me lembrei de quando o atual vereador Batata fazia suas primeiras aparições procurando sempre conscientizar as pessoas sobre o caminho da verdadeira e honesta política. Batata era amigo de alguns companheiros do grêmio estudantil e por isso costumava dar palestras sobre política. Os anos se passaram e ele se tornou vereador, e como tal nunca esqueceu das palestras que dava. Como vereador, sempre lutou contra a corrupção em Bauru, nunca se envolveu em nenhum escândalo de vereadores ou secretários municipais que, aliás, os jornais mostram todos os dias, e foi ele, também, que esteve à frente na CPI que julgou o ex-prefeito Izzo. Por essa razão digo que fiquei comovido com as ofensas publicadas na Tribuna de domingo, dia 23, na página 26 do JC. Um pobre leitor utilizou-se de seu nome para mandá-lo plantar batatas e ainda o chamou de mula-sem-cabeça fazendo menção ao ente popular brasileiro, tudo por causa de um projeto corajoso e nacionalista que visa defender e divulgar a nossa cultura. A invasão norte-americana no Brasil se tornou um desastre e qualquer um sabe disso; até a Música Popular Brasileira já não é tão brasileira assim, pois está completamente influenciada pela música dos EUA. Já que não há como proibir a entrada de tais costumes estrangeiros no País, que pelo menos o saci, o boi-tatá, a mula-sem-cabeça e tantos outros populares possam assustar tranqüilamente ao lado do Conde Drácula ou de qualquer outro vampirinho do norte. Sem se esquecer, é claro, do nosso herói Macunaíma.
Marcelo dos Santos Carneiro - RG 25.312.575-3