Marília - A ligação telefônica feita pelo piloto de Marília, Valdir Guarezzi, 66 anos, para a filha na terça-feira da semana passada partiu de um outro país, provavelmente do Paraguai.
A informação foi passada ontem pelo delegado seccional de Tupã, João Osinski Júnior, e tem como base o rastreamento feito por ordem judicial.
O delegado acredita que o monomotor Bonanza BE-35, dirigido por Guarezzi, foi roubado por uma quadrilha internacional. O piloto saiu de Marília na manhã do dia 18. Passou em Tupã para pegar dois passageiros e de lá iriam para Goioerê (PR). Depois disso, o piloto desapareceu.
O monomotor foi visto por funcionários do aeroporto de Goioerê tentando uma aterrissagem forçada, que danificou uma plantação de milho numa extensão de 100 metros aproximadamente. Em seguida, o avião voltou a subir.
À noite, Guarezzi telefonou para a filha e disse que estava em uma fazenda de Cascavel (PR) e que voltaria para Marília no dia seguinte. Foi o último contato.
O delegado seccional acredita que o piloto foi forçado pelos assaltantes a dizer que ainda estava no Brasil para tentar despistar a polícia.
Osinski Jr. descobriu também que um roubo semelhante foi realizado em Campo Grande (MS). Duas pessoas teriam contratado um vôo até Umuarama (PR) e o avião acabou sendo roubado e levado para o Paraguai.
Por ser um aparelho capaz de pousar em pista curta, os aviões de pequeno porte, segundo o delegado, são bastante cobiçados por traficantes de drogas.