Poeira nos dias secos e tanta lama e buracos nas épocas de chuva que é quase impossível atravessar para a outra calçada. A situação é comum em diversos pontos da cidade, mas na Vila Nipônica, o problema foi provocado por uma obra da prefeitura, realizada no ano passado na rua José Miguel.
A obra arrancou a maior parte do asfalto das quadras 19 e 20 da via. Os moradores agora lutam para voltar a ter o pavimento em frente às suas casas, ao invés dos buracos e da lama que é lançada nos muros pelos automóveis e ônibus que passam.
A funcionária pública Aneli de Oliveira Souza comenta que as duas quadras da rua José Miguel eram asfaltadas, assim como o restante do bairro. “A prefeitura arrancou o asfalto e o paralelepípedo que havia embaixo para trocar a tubulação. Eles colocaram tubos maiores para escoar melhor a água, porque tínhamos alagamentos e enxurradas de 40 centímetros de altura. O problema é que a enxurrada continua e eles agora não voltam para recolocar o asfalto”, relata.
Em diversos muros das duas quadras, é possível notar a lama respingada pelos automóveis e ônibus que circulam na rua. Segundo Aneli, os ônibus circulares chegam a espirrar a água com barro para dentro das residências e da Escola Estadual “Antônio Serralvo Sobrinho”.
“Na rua, só passa um carro por vez, para não cair nos buracos, e quando passa, espirra lama para todos os lados. Hoje (ontem) de manhã, os pais passavam aqui carregando as crianças no colo para poder atravessar a rua e chegar à escola sem se sujar de lama”, comenta a moradora.
Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, ficou de verificar o problema e dar uma resposta, mas até o fechamento desta edição não retornou a ligação.