Tribuna do Leitor

Eleição: o eterno martírio


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Como sempre, quando se aproximam as eleições, sejam elas quais forem, também começa o martírio dos eleitores. Lá vem as promessas mentirosas, as propagandas enganosas, tanto por parte da situação, como também dos opositores.

Um exemplo claro esteve presente na campanha eleitoral do PT, para a eleição do nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu o mundo e o fundo para seus eleitores, demonstrando não conhecer o que seria possível fazer. Enfim, depois de eleito o candidato do PT demonstrou incapacidade sobre o conhecimento da situação do Brasil, da política econômica, das responsabilidades internas e externas. O que mais irrita é que agora estamos ouvindo nas propagandas políticas atuais, as mesmas ladainhas, com propostas que não vão ser cumpridas. Por que os partidos por intermédio de seus políticos não trazem o seu plano de ação? Mostrando as propostas concretas e viáveis, para enfrentar a dívida externa, a dívida interna, o problema da educação, o desemprego, condições para um salário mínimo digno e muitos embaraços que nos afetam. Sentar em uma mesa redonda e discutir juntamente com o governo as alternativas cabíveis e exeqüíveis, com responsabilidade, honestidade, dignidade, como homens de bem, desvencilhados dos compromissos com lobies, forças ocultas, trabalhando apenas para o bem comum de todos, justamente como Jesus Cristo nos propôs uma vida em abundância. Como exemplo, dentro do meu pouco conhecimento de política, no segmento de desemprego, a principal causa está nos compromissos das empresas com os impostos e taxas sobre a folha de pagamento dos empregados. Essas arrecadações poderiam ser substituídas com a criação do imposto de renda sobre as grandes riquezas, conseguidas com as condições que o próprio país favoreceu, como também com o suor dos trabalhadores, sem contar com outras riquezas, acumuladas por meios ilícitos.

Outro ponto que poderia citar é o desmantelamento da estrutura administrativa e política, nos governos federal, estadual e municipal, diminuindo o empreguismo, reformulando e reduzindo o contingente do Executivo, do Legislativo e de outros órgãos, onde existem salários altíssimos que são uma afronta ao salário mínimo instituído. Como também, tendo em vista que as responsabilidades seriam mais evidentes e, em contra partida as economias poderiam ser aplicadas nos segmentos da Saúde, da Educação, na evolução do salário mínimo etc... etc... Muito bem, caros brasileiros e brasileiras, está na hora de tirarmos esse martírio de nossas costas, nós somos a maioria e a nossa vontade deve ser respeitada. Por enquanto, o nosso único caminho é o voto consciente.

Nero Bergamini - RG 6.295.156

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