Dois irmãos, uma menina de 4 anos e um menino de 3 anos, foram salvos de uma casa de madeira em chamas na Pousada da Esperança 2, por volta das 18h15 de ontem, com queimaduras pelo corpo e intoxicados pela fumaça. As crianças, que estavam sozinhas na residência, foram levadas para o Pronto-Atendimento Infantil (PAI) e em seguida transferidas para o Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo, que dispõe de ala para queimados.
O estado mais grave era de Gabriel dos Santos M. Figueira, 3 anos. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau em várias partes do corpo. Já sua irmã, Gabriele dos Santos M. Figueira, 4 anos, teve os braços queimados. A casa, na quadra 1 da rua Antônio Gerônimo Silva, foi totalmente destruída.
Ambos estavam inconscientes e intoxicados pela fumaça quando foram retirados da casa em chamas, segundo o soldado Paulo Antônio de Fabri, que ajudou no socorro. Ao ver o fogo, um vizinho, Genário Duarte Folha, arrombou a porta da casa e estava retirando as crianças para fora quando os soldados Fabri e Everton Cristiano Mulato, da Ronda Escolar da Polícia Militar, chegaram.
Os três colocaram as crianças na viatura da Polícia Militar e as levaram para o PAI. “Nós estávamos fazendo a ronda em uma Emei lá perto quando vimos a fumaça e o fogo. Ao chegar na casa, acionamos o Corpo de Bombeiros e deparamos com um morador retirando as crianças. Ele já havia tirado uma até a porta e a outra ainda estava na sala”, conta Fabri.
A mãe das crianças, Janaína dos Santos, chegou à casa logo em seguida e foi levada ao hospital para acompanhar os filhos. Aos policiais militares, ela disse que deixou os dois sozinhos em casa, trancados, para ir à farmácia comprar um remédio para seu pai. Ela não sabia o que havia dado início ao incêndio, mas relatou que havia um fio de energia que precisava ser consertado.
A pequena casa de madeira, móveis, roupas e objetos pessoais da família foram queimados. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, tudo estava em chamas, conta o sargento Gliceu Grossi. “A perda foi total. Nós fizemos o rescaldo, mas não foi possível salvar nada”, relata.
Como tudo foi queimado, os bombeiros não conseguiram levantar as possíveis causas do incêndio. “Não dá para saber como o fogo começou. Pelo que os vizinhos disseram, as crianças estavam sozinhas em casa”, diz. As hipóteses mais prováveis é que o incêndio tenha começado com um vela deixada acesa, uma panela esquecida no fogo, um fogareiro improvisado para aquecer o ambiente ou um curto-circuito.
O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, esteve no local do incêndio, mas não encontrou a dona da casa, que estava no hospital. A família de Janaína, que mora no mesmo bairro, iria abrigá-la. Ele orientou a família a procurar o órgão em caso de necessidade. Hoje, segundo Brito, uma assistente social da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) vai procurar a família desabrigada para avaliar a situação.