A comparação de seus livros com os “clássicos dos escritores Hans-Christian Andersen e Astrid Lidgren” comoveram a escritora brasileira Lygia Bojunga pouco antes de receber o Prêmio de Literatura Infantil Astrid Lindgren anteontem, em Estocolmo, na Suécia. Em lágrimas, a autora de 71 anos reconheceu quanto estava emocionada com a comparação.
Em seu discurso, Lygia criticou os critérios para a outorga de outro prêmio: “Realmente não vejo nenhum motivo para Astrid Lindgren nunca ter recebido o Nobel da Literatura”, disse. Com a criação desse prêmio depois da morte da escritora, “mãe” da personagem Píppi Meia Longa, em 2002 o governo sueco, por meio de um fundo, quis se desculpar pelo erro, respondeu a sueca Ulla Lundqvist, membro do júri.
Os jurados reconheceram em Lygia, que recebeu cerca de US$ 640 mil, uma “estrela luminosa” da literatura infantil. “Ela reúne de uma maneira muito especial ingenuidade, beleza poética e humor absurdo com posicionamento pela liberdade, crítica social e um forte compromisso com as crianças”, assinalou a justificativa. Em 1982, Lygia havia recebido o prêmio Hans-Christian Andersen.
Outro escritor brasileiro premiado no Exterior é o pai do Menino Maluquinho. Ziraldo acaba de ganhar o Prêmio Andersen, na Itália, na categoria livro inédito, por “Flicts”, que ainda foi eleito como o melhor livro em 2004, acima de todas as categorias, e contemplado com o Super Prêmio Andersen.
Ziraldo ainda concorre ao prêmio Aida, no qual especialistas preparam uma lista com os melhores livros que depois são votados por professores, bibliotecários e crianças de toda a Itália. Os resultados ainda não foram divulgados.